O transporte de milho da região central do país para Santa Catarina através de ligação ferroviária voltou a ser discutida entre o Governo catarinense e a iniciativa privada. Na última semana, o secretário de Agricultura do Estado, Moacir Sopelsa, e o vice-presidente de operações da Rumo ALL, Darlan de David, estiveram reunidos para tratar da logística de transporte do grão. A ideia é que a carga saia de Goiás ou do Mato Grosso e seja descarregada em Lages.

O modelo é uma das alternativas para a contenção de custos na produção de suínos, aves e bovinos em Santa Catarina, que novamente enfrenta uma grave crise nesses setores. O Estado é o maior produtor de suínos, o segundo em produção de aves e tem a quinta maior bacia leiteira do país. Porém, a produção estadual de milho não consegue atender à demanda, sendo necessária a importação do grão de outros estados, gerando altos custos, principalmente no transporte rodoviário.

Segundo o planejamento, os vagões seriam carregados em Goiás ou Mato Grosso com destino a Lages, na serra catarinense, através do Tronco Principal Sul. De lá, o grão é transportado por caminhões para as agroindústrias e produtores. Para atender a demanda atual, seriam necessários 116 vagões de milho por dia. Após a reunião, foi definida a criação de um grupo de trabalho para análise de viabilidade técnica e financeira do projeto.

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