Os produtores de trigo da região Sudoeste do Paraná têm mais um motivo para muita preocupação. Depois das fortes geadas desde o início de julho, agora é a vez das lavouras penarem para se desenvolver mediante a escassez de chuva, há mais de 60 dias não cai sobre a região, um volume de chuva considerável.

Segundo o engenheiro agrônomo Ricardo Caspreski, do Seab/Deral de Francisco Beltrão, a situação reflete diretamente na qualidade do grão que está em fase de germinação, e a umidade é fundamental para o seu desenvolvimento, “as plantas não estão crescendo e consequentemente o volume produzido será bem menor.”

Ricardo explica ainda, que o trigo é um cereal que não precisa de muita chuva para o cultivo, “ele precisa do clima mais seco na fase de granação e maturação, que não é o caso agora.”

A estimativa de perda até o momento, segundo o engenheiro agrônomo, é de 10% da safra, volume que pode aumentar caso não chova significativamente nos próximos dias.

“Além do trigo, as pastagens também não se desenvolvem com a falta de chuva, o que deixa a cadeia do leite em estado de atenção. São reflexos negativos em todos os sentidos”, finaliza Ricardo.

A má notícia para quem vive do campo, é que não há precipitações significativas para os próximos dias.

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