A Cooperativa Central de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar (Coopafi), trata-se de um sistema de cooperativas que se organizam horizontalmente, promovendo a integração entre agricultores familiares e as suas cooperativas locais, tendo a Coopafi Central na coordenação política dos processos, na articulação regional e na garantia da unidade do sistema.

A Coopafi Central de Francisco Beltrão, está implantando um novo projeto de produção de ovos orgânicos, com dez famílias de cooperados. Esse projeto vai agregar mais renda para os cooperados do sistema cooperativo da região.

Em entrevista a Rádio Onda Sul FM, o Presidente da Coopafi Central, José Carlos Farias, falou sobre esse novo projeto. ” Tivemos uma crise, muitos agricultores investiram grande parte da sua vida em aviários caros, então buscamos essa nova atividade e através de pesquisas chegamos a conclusão que a avicultura colonial poderia ser uma nova atividade econômica. São dez famílias do Sudoeste, a nossa projeção é produção de ovos na agricultura familiar com um conceito diferenciado, queremos produzir a partir de uma alimentação diferenciada, é uma animal que tem tecnologia da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), é um animal rústico que produz ovos e carne e que vai gerar uma renda para a família. Estamos bastante animados, já são dez famílias, algumas já implantadas na unidade”. José Carlos, destaca que a produção dos ovos serão no sistema convencional e orgânico.

Para o agricultor se adaptar e adequar a sua propriedade para as atividades existem algumas regras estabelecidas pela Adapar (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná) que é o órgão competente. “As unidades não podem ser instaladas próximo a outras  granjas que já estejam produzindo, existe um raio de pelo menos 3 Km de distância. Primeiro identificamos a família, fazemos uma solicitação da Adapar que vai identificar o ponto da propriedade para fazer a autorização, então não é qualquer família que vai estar apta. Tem uma série de regras e como o nosso projeto está focado na questão legal e formal, queremos ter uma produção organizada e legalizada para entrar no mercado. Em setembro estaremos implantando as primeiras unidades para que em janeiro tenhamos a produção”.

Confira a entrevista na íntegra: