A Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa realizou um encontro no inicio do mês em Punta del Este, no Uruguai, onde estiveram presentes representantes dos mais diversos setores do mercado pecuário de 13 países da América Latina – Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai – ocasião em que foram definidas uma série de medias para a erradicação da febre aftosa até 2020.

Assessor da presidência da FAEP (Federação da Agricultura do Paraná) e ex-secretário de agricultura do Estado, Antônio Poloni, acompanhou as discussões e destacou as ações que deverão ser adotados por todos os países do bloco para que as metas sejam alcançadas.

Conforme Poloni, foram elencadas sete resoluções para intensificar o trabalho de erradicação da doença. “Deverá ser criado um banco de vacinas para o atendimento de alguma emergência nos países após a liberação da obrigatoriedade de vacinação. Está em discussão também a aplicação da cartilha desenvolvida pelo Governo brasileiro, que é um guia técnico para que todos os países cumpram com os mesmos procedimentos e a decisão de todos os países de avançar, em conjunto ou em partes, na questão da liberação sem vacinação para aqueles que terem competência de se organizar”, explicou.

Para ele, a união entre setores público e privado será um ponto determinante para o sucesso do Brasil na conquista do status de área livre da aftosa sem vacinação. Destacou que o Ministério da Agricultura tem encampado a luta para que o país avance nesta questão, analisando a situação de cada Estado, a fim de viabilizar os pedidos de reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal – OIE. “Eu acredito que nos próximos três anos nós vamos avançar muito no Brasil, não só o Paraná em que falta apenas estruturação física, mas outros Estados brasileiros também devem avançar, porque nós precisamos vender para mercados que paguem melhor. Nós estamos perdendo muito dinheiro, por isso precisamos mostrar competência”, avalia.