As perdas na colheita da soja na safra 2012/2013 na  região alcançaram um volume superior a 100 mil sacas, o que financeiramente pode representar aproximadamente R$ 6 milhões de reais de prejuízo. Conforme levantamento feito pela a EMATER e SEAB regional, a média de desperdício nas lavouras da região está acima de uma saca por hectare.

Diante do quadro, considerado preocupante pelos dirigentes do setor agrícola regional, e visando reduzir as perdas foi formada uma comissão constituída por órgãos do poder público e da iniciativa privada que já está desenvolvendo algumas ações de esclarecimento com os agricultores.

Conforme o engenheiro agrônomo do DERAL(Departamento de Economia Rural) da SEAB, Josemar Banach Fonseca, os padrões indicam para perda máxima de meia saca por hectare. “As perdas aumentam por várias situações que vão desde a adequação, regulagem e velocidade empregada pelos equipamentos na hora da colheita a questões climáticas, como por exemplo, grau de maturação das vagens, condições de umidade, atraso no ciclo de colheita, entre outras” explicou.

Conforme Banach, nos 15 municípios do Núcleo da SEAB, na safra 2012/2013 foram plantados 267 mil e 800 hectares de soja, o que rendeu uma produtividade de 851,5 mil toneladas. Para a próxima safra, a área com soja deverá ser ampliada entre  5 e 7%, podendo chegar aos 280 mil hectares  com projeção de colheita superior a 900 mil toneladas. Na sua avaliação, a região deverá enfrentar uma  redução nas áreas de milho no próximo período.