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09 de outubro de 2026
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Agências da Caixa retomam atendimento em Francisco Beltrão após fim da greve

TST determinou o fim da paralisação, que durou de 10 a 29 de setembro, e definiu reajuste salarial para a categoria

Cotidiano

por Léo Willian

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Agência da Caixa Econômica Federal na Av: Julio Assis Cavalheiro, em Francisco Beltrão. Foto: Léo Willian/RBJ
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As agências da Caixa Econômica Federal em Francisco Beltrão retomam o atendimento normal após o fim da greve dos trabalhadores, que começou em 10 de setembro e terminou no dia 29. O encerramento da paralisação foi determinado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), após as negociações entre o banco e os representantes dos empregados terminarem sem acordo.

A decisão foi tomada durante o julgamento do dissídio coletivo, que definiu as condições de trabalho e os reajustes aplicáveis à categoria no próximo período. O ministro Maurício Godinho Delgado rejeitou o pedido da Caixa para que a greve fosse considerada abusiva e também afastou a aplicação de multas aos sindicatos por suposto descumprimento de decisões judiciais anteriores.

Entre os pontos definidos pelo TST está o reajuste salarial com reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real de 0,6%.

O mesmo índice será aplicado aos benefícios dos trabalhadores, incluindo auxílio-refeição, auxílio-alimentação, cesta-alimentação, auxílio-creche e auxílio-babá.

A sentença normativa terá validade de um ano, de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027, mantendo a data-base da categoria no mês de setembro.

A decisão também estabeleceu que os dias de greve deverão ser compensados em até 180 dias, em vez de serem descontados diretamente dos salários, conforme previsto inicialmente.

O tribunal determinou ainda que a compensação leve em conta a participação efetiva de cada empregado na paralisação, considerando que algumas unidades da Caixa continuaram funcionando durante o movimento.

O plano de assistência médica dos empregados, conhecido como Saúde Caixa, foi o principal ponto de divergência durante a campanha salarial. Os sindicatos argumentavam que as mudanças propostas pelo banco poderiam elevar a contribuição dos trabalhadores e comprometer os ganhos obtidos com o reajuste.

Durante as negociações, a categoria rejeitou três propostas apresentadas pela instituição.

No julgamento, o TST decidiu incorporar à sentença normativa as cláusulas sobre o Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) previstas nos acordos coletivos anteriores. A Corte também manteve as disposições já existentes sobre a PLR, sem estabelecer novas regras para o benefício por meio da decisão judicial.

Antes do julgamento, o TST promoveu tentativas de mediação entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores, mas as partes não chegaram a um consenso.

Com a decisão, a greve foi encerrada em todo o país. Apesar disso, as discussões sobre o Saúde Caixa devem continuar em negociações específicas entre o banco e as entidades representativas dos empregados.

 

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