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Conceito e análise: Indústria 4.0 exigirá profissionais qualificados para operá-la

por Guilherme Zimermann em 4 de outubro de 2017 14:42
por Guilherme Zimermann em 4 de outubro de 2017 14:42
Imagem: LiteLiMS

Imagem: LiteLiMS

Conceito ainda recente no setor produtivo, a Indústria 4.0 engloba inovações na automação, controle e tecnologia da informação. A partir das fábricas inteligentes, diversas mudanças ocorrerão na forma em que os produtos serão produzidos, causando impactos em diversos setores do mercado e também na vida dos executivos, trabalhadores e consumidores.

Em seu artigo “O Que é Indústria 4.0 e Como Ela Vai Impactar o Mundo”, o engenheiro elétrico Cristiano Bertulucci Silveira, detalha conceitos e definições em torno do tema e as mudanças que esse novo cenário já está trazendo para o setor industrial de todo o mundo.

O termo Indústria 4.0 originou-se em 2011, a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltadas à tecnologia. Para o desenvolvimento e implantação desse conceito, deve-se seguir alguns princípios: Capacidade de operação em tempo real; Virtualização; Descentralização; Orientação a serviços e Modularidade.

Imagem: Citisystems

Imagem: Citisystems

Para se chegar à essa realidade, o setor industrial deve acompanhar os avanços tecnológicos da última década, aliados às tecnologias em desenvolvimento, como a Internet das Coisas (ou Internet of Things – IoT), que é a conexão em rede de objetos físicos, ambientes, veículos e máquinas por meio de dispositivos eletrônicos que permitem a coleta e troca de dados. Esses sistemas são denominados como sistemas Cyber-físicos, sendo a base da Indústria 4.0.

Além disso, a análise de dados e a segurança da informação, da mesma forma, atuam como pilares dessa nova era, chamada também de Quarta Revolução Industrial.

Para especialistas, o maior impacto da Indústria 4.0 é a criação de novos modelos de negócios. Outro ponto é pesquisa e desenvolvimento nos campos de segurança, confiabilidade da produção e interação máquina-máquina.

Imagem: Endeavor Brasil

Imagem: Endeavor Brasil

Por fim, outro impacto que gera preocupação é o fato de os profissionais também precisarem se adaptar, pois com fábricas ainda mais automatizadas novas demandas surgirão, enquanto algumas poderão deixar de existir.

Uma constatação que já se vê há tempos é a substituição dos trabalhos manuais e repetitivos por mão de obra automatizada, e com o advento da Indústria 4.0 isso só tende a aumentar. Diante disso, a preocupação recorrente, principalmente por parte dos trabalhadores, é a possibilidade da perda do emprego para as máquinas.

AbelsonCarles

Na opinião do diretor da Alcast do Brasil, empresa com parques fabris em Francisco Beltrão, no Sudoeste, e Palmas, no Sul do Paraná, Abelson Carles, a automação das empresas não gerará desempregos, uma vez que as tecnologias empregadas necessitarão de técnicos para operá-las.

O empresário ressalta a importância dos investimentos nas inovações. “Qualquer empresa que pense à médio e longo prazo, que não ter a inovação no seu DNA, não sobreviverá”, afirma.

Contudo, salienta a necessidade de investimentos em qualificação da mão-de obra, desde o nível técnico até o superior. “A qualidade do emprego será fundamental, aí, mais uma vez, a educação se volta na primeira necessidade do país. Esse medo do desemprego, nós combatemos com capacidade e educação”, aponta. Ouça:

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