“Empreendedorismo não é só abrir empresas”, diz coordenador de incubação da UEL

por Guilherme Zimermann em 26 de Fevereiro de 2018 15:35
por Guilherme Zimermann em 26 de Fevereiro de 2018 15:35
Palmas

(Divulgação)

Estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) aponta que um terço das novas empresas no Brasil acaba fechando em dois anos. Conforme o levantamento, não é possível atribuir a um único fator a causa dos fechamentos, mas sim, uma combinação de fatores, como falta de planejamento, falta de capacitação em gestão de negócios, oferta de produtos sem diferencial, entre outros.

Uma das principais formas de incentivar novos negócios e garantir a sua  sobrevivência é a formação de incubadoras tecnológicas, que têm como objetivo abrigar empresas inovadoras frutos de projetos de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico. Nessas incubadoras, busca-se fornecer um ambiente propício ao desenvolvimento da empresa, dando-lhe toda a assessoria necessária.

O Sudoeste do Paraná é um bom exemplo nesse segmento, com polos como Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e Pato Branco. Buscando seguir esse mesmo caminho, o município de Palmas, no Sul do Estado, está iniciando projetos na área, através da Lei de Inovação Científica e Tecnológica, aprovada no final de 2016, e que garante incentivos e apoios às atividades de inovação, ciência e tecnologia no ambiente empresarial, acadêmico e social do município. A legislação prevê políticas de incentivos financeiros e fiscais, arranjos produtivos locais e fomento aos parques tecnológicos e incubadoras criativas, em parceria com o Instituto Federal do Paraná (IFPR).

Destaca o diretor da Agência de Inovação Tecnológica da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e Coordenador do programa de Incubação de empresas da instituição, Edson Antonio Miura, que, ao incubar novos negócios, é importante dar ênfase ao modelo de gestão que será aplicado nessas novas empresas. “Nosso foco não é o produto. Quem conhece e sabe o que ele precisa é o desenvolvedor. Nossa ênfase é a gestão. Nós trabalhamos com empreendedores, não com inventores. O nosso modelo de negócio, desenvolvido na incubadora da UEL, pode ser replicado aqui”, avalia.

Ressaltando ainda a importância do empreendedorismo, Miura destaca que Palmas está  seguindo um bom caminho, principalmente, por contar com uma lei municipal, sancionada no final de 2015, que  implementou o empreendedorismo como disciplina do currículo das escolas do município. “O futuro é esse. Empreendedorismo não é só abrir empresas. É uma atitude, é você se capacitar para que seu produto e sua empresa permaneçam no mercado. Se colocarmos isso desde o ensino infantil até o superior, cria-se uma cultura empreendedora muito forte”, aponta.

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