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A trabalho, paranaense já conheceu 30 países

por Juliana Raddi em 30 de outubro de 2018 23:27
por Juliana Raddi em 30 de outubro de 2018 23:27

Já imaginou como é a vida de alguém que trabalha a bordo de um navio? Aos 24 anos, a paranaense Moana Gurski já visitou 30 países e contou um pouco de sua história na manhã desta terça-feira (30) na Rádio Onda Sul FM.

(Foto: Divulgação)

 

Natural de Matinhos/PR, atualmente a jovem trabalha para a Companhia Americana Crystal Cruises e comenta que a escolha pela profissão iniciou ainda na infância, aos 12 anos “vi uma reportagem na TV que falava sobre a vida a bordo e como era o trabalho. Claro que quando a gente é criança não vê a parte de trabalhar, só a parte de viajar. Achei muito interessante e continuei com a ideia na cabeça até ter idade para realizar”.

(Foto: Claudir Catto)

Moana se candidatou para o emprego através de uma agência, responsável por entrar em contato com companhias de Cruzeiro, “eles sabem as posições que estão disponíveis, analisam o teu currículo e dizem qual companhia você pode se encaixar”.

A tripulação do navio é formada em média por 900 pessoas, segundo ela um serviço personalizado, que visa dar atenção ao passageiros. Desse modo para ser contrato é necessário fluência com o inglês, idioma oficial no navio, “sou fluente em inglês, comecei a aprender o francês, adoro línguas no geral, então eu sempre tento ver alguma coisa sobre cada idioma”.

O emprego possibilita que a paranaense esteja em contato direto com tripulação e passageiros de várias nacionalidades, uma diversidade de idiomas e culturas “às vezes você entra no elevador e tem cinco nacionalidades diferentes. Você está aprendendo a todo momento, consegue entender um pouquinho de outros idiomas, tem também as dificuldades de outras culturas porque nem sempre a gente concorda com eles, mas é interessante”. Como são várias nacionalidades na tripulação e inclusive cozinhando, há sempre variedade de cardápio que nem sempre o cardápio agrada, “não é o nosso feijãozinho com arroz, mas assim, quando a gente está com fome, acaba provando”, comenta descontraída.

A rotina de trabalho varia de 9h à 13h de trabalho, porém sem folgas. “Como sou camareira, trabalho de manhã e à noite, tenho horário de intervalo que eu posso fazer as minhas atividades no meio do dia. Quando a gente está em porto podemos sair, passear, visitar os lugares e se não quiser sair também pode ficar dentro do navio porque nós temos academias, piscinas, tudo para tripulação”, comenta.

 

Lugares

Visita a Grécia, seu destino preferido. (Foto: Arquivo Pessoal)

Completando seu terceiro passaporte, entre todas os lugares que passou ela destaca um favorito: “Santorini na Grécia, por sempre ouvir falar na televisão, filmes, novelas e quando eu cheguei eu lembro que foi uma realização muito grande, é muito bonito e adoro voltar lá, nunca canso”. Na contramão dessa experiência, um lugar marcou negativamente suas viagens, “quando estive no Marrocos foi como se eu voltasse no tempo, as mulheres todas cobertas, a maneira com que eles tratam as mulheres, eu não gostei muito da cidade, mas acho que foi mais por isso. Quando a gente está aqui no Brasil não faz ideia da liberdade que temos, quando estive lá eu realmente vi essa outra realidade”.

 

Dificuldades a bordo

Segundo a jovem, as dificuldades no primeiro momento foram devido a questão do balanço do navio e o fato de tudo ser novidade “você não conhece ninguém, não conhece a comida, as pessoas, regras… a primeira semana com todos os treinamentos e tudo que acontece é um impacto muito grande, eles costumam dizer que quem passa da primeira semana não desembarca mais, porque é realmente uma chuva de informação, tudo diferente e muito difícil”, cometa.

Moana em passagem pela Austrália. (Foto: Arquivo Pessoal)

Sobre os riscos de estar a bordo ela faz uma comparação, “se você trabalha todo dia e tem que ir até o trabalho dirigindo, as chances de acontecer um acidente são muito maiores do que em um navio”.

Porém, recorda um momento de bastante tensão, “presenciei algumas tempestades que não foram tão difíceis, mas no meu primeiro contrato, já não era mais para estar a bordo, mas eu não desembarquei. Quando estávamos saindo da Itália tinha um tornado em alto mar, o navio inclinou muito, foi uma situação de emergência, foi bem assustador. Vi muita gente sentada, orando e eu estava pensando o que eu tinha que fazer, fui atrás do colete salva-vidas, enfim, consegui manter a calma”.

 

Próximo destino

O itinerário de seu último contrato, passou por Estados Unidos, Alasca, Groenlândia até terminar em Nova York e quando questionada se pensa em parar de trabalhar, ela não hesita: “são os países que me motivam. Então, enquanto eu tiver conhecendo países diferentes, tiver um itinerário interessante acredito que vou continuar”.

A próxima viagem de Moana será um cruzeiro de 85 dias, que é chamado de volta ao mundo, mas passa por apenas alguns países. Irá começar nos Estados Unidos, México, vai para Austrália, Nova Zelândia e termina na África e ainda um pouco pela Europa.

Confira a entrevista na íntegra:

 

Quem tiver curiosidade pode acompanhar a paranaense nas redes sociais:

Canal Youtube: Moana Gurski

Instagram:  @gurskimoana

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