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Remédio errado pode ser veneno, alerta farmacêutica

por Francione Pruch em 3 de julho de 2018 12:08
por Francione Pruch em 3 de julho de 2018 12:08
Esta matéria utiliza fontes de: Luiz Carlos Baggio

Professora Caroline Munhoz / foto: Francione Pruch

No Brasil, as pessoas consomem medicamentos de forma indiscriminada. “Pesquisas indicam que 70 por cento da população brasileira já consumiu ou consome medicamentos sem indicação do profissional adequado”, alertou a farmacêutica Caroline Lermen Munhoz, professora da Unisep, em seu quadro semanal na Rádio Onda Sul. Segundo ela, 30 por cento das intoxicações atendidas em hospitais, tem origem no consumo errôneo de remédios. Caroline enfatiza que consumido em doses excessivas ou de forma errada, algo que é feito para curar, pode se transformar em veneno. “Os medicamentos mais comuns, como anti-inflamatórios ou para dor e febre são os que mais causam intoxicações, porque são os mais comuns e estão praticamente em todas as casas”.

Para Caroline, “a automedicação é um problema de saúde pública”, alertando que é um erro tomar medicamentos quando surge uma dor de cabeça ou dor na coluna. “Muitas vezes esses sintomas escondem a real causa da dor devido a outros remédios que a pessoa está consumindo”. Ela ainda orientou a população a não guardar medicamentos que sobraram de outros tratamentos, nem também a descartar remédios no lixo, porque o mesmo pode contaminar o meio-ambiente. Nesse caso, a recomendação é que o produto seja entregue a uma farmácia ou se a caixa estiver lacrada, pode ser levada à ação social da prefeitura que destinará às farmácias municipais.

De acordo com a farmacêutica, cuidado especial deve ser adotado por gestantes e idosos, quando um medicamento ingerido de forma errônea pode causar prejuízo ainda maior. “A gestante, por estar numa situação especial, não deve consumir nenhuma substância sem orientação médica e o idoso, por estar consumindo outros remédios, também não deve se automedicar”.

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