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Morte de agricultora lança alerta sobre riscos de acidentes com taturanas

por Guilherme Zimermann em 9 de Janeiro de 2018 8:33
por Guilherme Zimermann em 9 de Janeiro de 2018 8:33
Tereza Grielber morreu uma semana após o contato com o inseto. (Foto: Arquivo pessoal)

Tereza Grielber morreu uma semana após o contato com o inseto. (Foto: Arquivo pessoal)

Uma mulher faleceu após tocar em uma taturana enquanto trabalhava em sua propriedade, no interior de Dionísio Cerqueira, Oeste de Santa Catarina. Tereza Grielber, 60, manejava o gado, na terça-feira (02) quando houve o contato com o inseto. Ela percebeu a queimadura, mas não deu importância ao ferimento, seguindo com o trabalho.

No dia seguinte, a agricultora começou a apresentar febre e vômito, sendo encaminhada ao hospital, onde foi medicada para o tratamento de gastroenterite, devido aos sintomas e a um surto que ocorria na região. A mulher retornou para casa, mas, sentindo fortes dores de cabeça, retornou ao hospital.

Realizados exames, foi constatada a presença do veneno da taturana no sangue, quando então a agricultora lembrou do contato com o animal. Ela foi transferida ao hospital de São Miguel do Oeste, onde foi constatada a paralisação dos rins.

A equipe realizou procedimentos de hemodiálise e transfusão de sangue, mas a mulher não resistiu, falecendo na madrugada desta segunda-feira (08).

Lonomia Obliqua, popular taturana

Lonomia Obliqua, popular taturana

Os setores de saúde alertam para os perigos do contato com lagartas, principalmente entre primavera e verão, período de maior incidência dos insetos. Preferencialmente elas são encontradas em árvores e tem hábitos alimentares noturnos, ficando durante o dia nos troncos. Pela sua característica, muitas apresentam quase a mesma coloração das árvores, passando despercebidas, quando ocorrem os acidentes.

A Lonomia, também conhecida como taturana, considerada a mais perigosa, apresenta coloração marrom-esverdeada, com cerdas verdes e pontas pretas, em formato de pinheirinho. Tem em torno de 6 cm de comprimento e costuma ficar em grupos, de 200 a 300 indivíduos.

Nas suas cerdas fica a toxina, capaz de provocar efeitos como dor, inchaço, vermelhidão, sensação de queimação e também problemas sistêmicos, como hemorragia e de coagulação, que podem levar a óbito.

A orientação para casos de acidente, é colocar compressas de água fria no local da queimadura e procurar imediatamente atendimento médico e, se possível, levando a lagarta junto.

A melhor maneira de evitar acidentes é pintando os troncos das árvores (com cal ou tinta branca), para que seja facilitada a visualização e também quando for manusear galhos, pomares ou trabalhar no jardim, utilizar luvas e mangas compridas para a proteção.

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