Vereador Zico do Mercadão tem mandato cassado por compra de voto com “vale combustível”

por Ivan Cezar Fochzato em 24 de outubro de 2017 9:07
por Ivan Cezar Fochzato em 24 de outubro de 2017 9:07

20217358_1956462707933975_1947177050_nJustiça Eleitoral cassou o mandato do vereador de Palmas, sul do Paraná, Ezequiel da Silva(PMDB). O político, conhecido na cidade como Zico do Mercadão, foi condenado sob acusação de compra de votos nas eleições municipais de 2016. Defesa já anunciou que irá recorrer. A decisão, em primeiro grau, permite que o parlamentar se defenda no Tribunal Regional Eleitoral, ainda no cargo.

A representação contra o vereador foi ajuizada pela Coligação Palmas Pode Mais em que o acusou de utilizar-se do sistema de contravales de combustíveis com valor de R$ 36,60 em troca de adesivamento de veículos com sua propaganda e para a “compra de votos”. Durante a busca e apreensão, autorizada pela Justiça, no posto ao lado do estabelecimento comercial do vereador foram encontrados documentos referentes à denúncia. Testemunhas foram inqueridas e reinquiridas pelo Poder Judiciário e Ministério Público.

A juíza, Tatiane Bueno Gomes, julgou procedente a representação e condenou o vereador à perda do diploma, inelegibilidade de oito anos, a contar da eleição e ao pagamento multa de R$ 50 mil reais.

advogado Ao RBJ/Rádio Club o vereador informou que não irá se manifestar sobre a decisão. Já o seu  advogado, Guilherme de Salles Gonçalves, considerou que diante de tribulações e atropelos que aconteceram durante o processo, dificilmente seu cliente escaparia da condenação pelo juízo local. Avaliou que trata-se de uma sentença estranha, em que há caracterização de compra de voto sem eleitor comprado. “Não foi identificado um único eleitor que tivesse tido seu voto comprado pelo vereador do Zico do Mercado”, disse ele.

Acrescentou que em todo o processo não há indicação de que, em algum momento, houve pedido expresso de voto em troca do vale combustível. “Há uma fragilidade na decisão e iremos levar todos esses fatos ao Tribunal Regional Eleitoral, onde tenho convicção que esta decisão será reformada disse o advogado. O advogado espera que o processo seja julgado até no máximo o segundo semestre do ano que vem.

 

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