Presidente Bolsonaro nomeia novos ministros

por Guilherme Zimermann em 2 de Janeiro de 2019 13:48
por Guilherme Zimermann em 2 de Janeiro de 2019 13:48
Esta matéria utiliza fontes de: UOL

Um dos primeiros atos de Jair Bolsonaro como presidente da República foi a nomeação dos ministros de Estado que comporão o seu governo. A equipe será formada por 22 ministros, número maior que o prometido durante a campanha eleitoral, quando Bolsonaro anunciou que sua gestão contaria com 15 pastas.

Ministério do governo Bolsonaro

 

Osmar Terra: Ministério da Cidadania

Ex-ministro do Desenvolvimento Social no governo Temer, Osmar Terra assume o Ministério da Cidadania, que vai fundir as atribuições dos ministérios do Esporte, da Cultura, além da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad), vinculada atualmente ao Ministério da Justiça.

 

Tereza Cristina: Ministério da Agricultura

Deputada federal pelo DEM do Mato Grosso do Sul, a engenheira agrônoma e empresária do agronegócios Tereza Cristina é a ministra da Agricultura. Ela é presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) e tem uma longa trajetória no setor.

 

Paulo Guedes: Ministério da Economia

O economista Paulo Guedes, que acompanhou Bolsonaro durante a campanha, ocupará o “superministério” da Economia (unindo Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio). Ele será responsável pelas principais medidas do governo, como corte de gastos públicos.

 

general Fernando Azevedo e Silva: Ministério da Defesa

O general Fernando Azevedo e Silva é militar da reserva e atuou como assessor do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli. Azevedo e Silva foi chefe do Estado Maior do Exército e comandante da Brigada Paraquedista antes de ir para a reserva.

 

Onyx Lorenzoni: Casa Civil

O deputado federal Onyx Dornelles Lorenzoni (DEM-RS) será responsável por acompanhar, de forma integrada, as principais políticas públicas dos demais ministérios, coordenar os balanços de ações governamentais, publicar nomeações e exonerações, além de auxiliar na tomada de decisões do chefe do Executivo. Antes da posse, Onyx coordenou a equipe de transição de governo.

 

Sergio Moro: Ministério da Justiça e da Segurança Pública

O juiz, que era responsável pela Operação Lava Jato, assume o Ministério da Justiça (fusão com a Secretaria de Segurança Pública e Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf). Moro assumiu, há mais de quatro anos, a condução da Operação Lava Jato, apontada pelo Ministério Público Federal como o maior escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil.

 

Ernesto Araújo: Ministério das Relações Exteriores

Diplomata há 29 anos, Ernesto Fraga Araújo, era diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty antes de assumir como chanceler.

 

Tarcísio Gomes de Freitas – Ministério da Infraestrutura

Tarcísio Gomes de Freitas assume o Ministério da Infraestrutura, que vai abranger os setores de transporte aéreo, terrestre e aquaviário. Ele foi nomeado diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura Transporte (DNIT) em 2011.

 

Ricardo Vélez Rodríguez: Ministério da Educação

Filósofo é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Ricardo Vélez Rodríguez assume o Ministério da Educação. Ricardo Vélez Rodríguez nasceu em Bogotá, tem 75 anos, e graduou-se em Filosofia e Teologia. Veio para o Brasil fazer pós-graduação nos anos 1970, sempre na área de Filosofia, obtendo o título de mestre e depois de doutor por universidades do Rio de Janeiro.

 

André Luiz de Almeida Mendonça: Advocacia-Geral da União

Advogado da União desde 2000 e com pós-graduação em Governança Global, André Luiz de Almeida Mendonça assume a Advocacia-Geral da União. Com pós-graduação em Governança Global, Mendonça é advogado da União desde 2000 e foi procurador seccional da União em Londrina. Ele também coordenou a área disciplinar da Corregedoria da AGU.

 

General Carlos Alberto Santos Cruz: Secretaria de Governo

O general-de-divisão é o secretário de governo. O órgão tem status de ministério. A principal missão de Cruz será a articulação com o Congresso Nacional e com partidos políticos e o diálogo com estados e municípios. Ele ocupou a Secretaria de Segurança Pública durante o governo do presidente Michel Temer (MDB) entre 2017 e 2018.

 

Damares Alves: Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

A advogada Damares Alves assume o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Assessora do senador Magno Malta (PR-ES), comanda a pasta criada pelo governo Bolsonaro. O novo ministério também vai agregar a Fundação Nacional do Índio (Funai).

 

Gustavo Canuto: Ministério do Desenvolvimento Regional

Atual secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto assume o Ministério do Desenvolvimento Regional. A pasta deve agregar as atuais atribuições dos ministérios da Integração Nacional e das Cidades, além de assumir programas importantes como Minha Casa Minha Vida, de habitação, e ações relacionadas a obras contra a seca e infraestrutura hídrica.

 

Ricardo Salles: Ministério do Meio Ambiente

Advogado e administrador, Ricardo de Aquino Salles foi secretário particular de Alckmin entre 2013 e 2014 e secretário de Meio Ambiente de São Paulo de 2016 a 2017. É formado em direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cursou pós-graduação nas universidades de Coimbra e de Lisboa, além de ter especialização em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas.

 

Almirante Bento Costa Lima de Albuquerque: Ministério de Minas e Energia

O almirante-de-esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior assume o Ministério de Minas e Energia. Ele estava atuando como diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

 

Marcos Pontes: Ministério da Ciência e Tecnologia

Astronauta próximo a Bolsonaro, Marcos Pontes fica à frente do Ministério de Ciência e Tecnologia. Oficial da reserva, ficou conhecido por ter sido o primeiro astronauta brasileiro, enviado para o espaço, em 2006, em uma parceria do governo brasileiro com a Nasa, a agência espacial norte-americana.

 

Marcelo Álvaro Antônio: Ministério do Turismo

O deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL) é o ministro do Turismo. Ele está no segundo mandato e foi o deputado mais votado de Minas Gerais nas últimas eleições, com mais de 230 mil votos. Integra a frente parlamentar evangélica no Congresso.

 

Wagner de Campos Rosário: Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União

Servidor de carreira e ex-capitão do Exército, Wagner de Campos Rosário continua no cargo de ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), que ocupa desde maio de 2017. Natural de Juiz de Fora (MG), Wagner Rosário tem 43 anos e é auditor Federal de Finanças e Controle desde 2009.

 

Gustavo Bebianno: Secretaria-Geral da Presidência da República

O advogado Gustavo Bebianno é o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Presidente do PSL durante a campanha eleitoral, Bebianno terá como principal atividade a modernização e a desburocratização do Estado e fará do núcleo mais próximo do presidente.

 

General Augusto Heleno: Gabinete de Segurança Institucional

Oficial da reserva, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira assumirá o (GSI) Gabinete de Segurança Institucional. Augusto Heleno tem 71 anos, foi comandante das tropas da Missão das Nações Unidas no Haiti de 2004 a 2005. Entre 2007 e 2009, o general exerceu a função de Comandante Militar da Amazônia. De 2011 a 2017, atuou no Comitê Olímpico do Brasil (COB).

 

Roberto Campos Neto: Banco Central

O economista Roberto Campos Neto, de 49 anos, deve comandar o Banco Central. Executivo do banco Santander e neto do ex-ministro Roberto Campos, Campos Neto substituirá Ilan Goldfajn, que não aceitou o convite para permanecer no cargo.

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