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Eleitores palmenses e os votos para governador: de 1994 a 2018

por Guilherme Zimermann em 2 de Abril de 2018 16:46
por Guilherme Zimermann em 2 de Abril de 2018 16:46

Preferência do eleitorado diversificou-se nas últimas eleições

Com pelo menos 5 apresentando-se como pré-candidatos ao governo do Paraná, em quem os eleitores de Palmas, Sul do Estado, irão votar em 2018?

Seguindo com a série de reportagens sobre o histórico das eleições gerais em Palmas, levantamento do Setor de Estatísticas do Departamento de Jornalismo da Rádio Club/RBJ apresenta os resultados das eleições para o governo do Estado em Palmas desde 1994, buscando retratar um perfil dos eleitores do município e como ele pode se refletir no pleito deste ano.

1994 – Lerner governador

Em 1994, sete candidatos apresentaram-se na disputa para suceder Roberto Requião (PMDB) no governo do Paraná. No entanto, o pleito polarizou-se entre Jaime Lerner, do PDT, e Álvaro Dias, na época, no PP.

Encabeçando uma coligação de cinco partidos, Lerner venceu logo no primeiro turno, com 54,85% dos votos – 2,070 milhões. Dias, que já havia governado o Estado entre 1987 e 1991, conquistou pouco mais de 1,45 milhão de votos, cerca de 38,55%.

Em Palmas, Lerner obteve quase 8,2 mil votos – 62,2% dos votos válidos. Alvaro ficou próximo dos 4 mil votos naquele pleito.

1998 – Lerner de novo

Em 04 de outubro de 1998, os paranaenses voltaram às urnas para escolher o governador do Estado. Com 52,2% dos votos, Jaime Lerner, que havia migrado para o PFL (Partido da Frente Liberal), foi o primeiro governador reeleito, graças a aprovação de uma emenda constitucional que permitiu que os ocupantes de cargos executivos disputassem a permanência em seus respectivos postos.

Naquele pleito, foram quatro candidatos: Lerner, Roberto Requião (PMDB), Jamil Nakad (Prona) e Julio Cezar de Jesus (PSTU). O então governador teve em Requião seu principal adversário. Ao final da contagem dos votos, o peemedebista chegou à 45,9% dos votos, insuficientes para levar a disputa ao segundo turno.

Entre os eleitores palmenses, Lerner repetiu a preferência, conquistando 7,1 mil votos, enquanto Requião conseguiu cerca de 3,8 mil.

2002 – Requião eleito

Antigos aliados, Roberto Requião e Alvaro Dias protagonizaram a disputa pelo comando do Palácio Iguaçu em 2002. Ambos dividiam a bancada do Paraná no Senado Federal e enfrentavam outros 10 candidatos naquele pleito.

No primeiro turno, Dias, então no PDT, venceu, com 31,4% dos votos. Requião ficou atrás, com 1,3 milhão votos. Já no segundo turno, Requião, com apoio do PT do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva, virou o jogo, conquistando 55% dos votos, assumindo pela segunda vez o governo do Paraná.

Em Palmas, no entanto, Alvaro Dias liderou a votação nos dois turnos: 6,7 mil votos no 1º e 9,1 mil no 2º.

2006 – Requião mais uma vez

Pela quarta vez Requião disputava o governo do Paraná, mas agora, buscando a reeleição. No primeiro turno, com 2,3 milhões, o peemedebista liderou a disputa, seguido por Osmar Dias (PDT), outro antigo aliado, que agora estava na trincheira oposta. Outros nove candidatos também estavam no páreo.

No 2º turno, numa das mais disputas mais acirradas, Requião venceu com uma diferença de apenas 10 mil votos.

Entre o eleitorado palmense, no primeiro turno Requião foi o mais votado, com 8,1 mil votos. Já no 2º turno, Osmar Dias obteve maioria, superando os 9 mil votantes.

2010 – O sobrenome Richa volta ao governo do Paraná

Osmar Dias tentava novamente chegar ao comando do Paraná, tendo pela frente outros sete candidatos, dentre eles, Beto Richa (PSDB), ex-deputado estadual e prefeito de Curitiba. Com ampla popularidade, Richa venceu ainda no primeiro turno, com 52,44% dos votos válidos. Dias ficou em segundo, com 45%.

Entretanto, em Palmas, Osmar repetiu o favoritismo da eleição de 2006, sendo mais votado, com 9,8 mil votos. Richa foi o segundo no município, com 9,4 mil.

2014 – Reeleição de Beto Richa

Pela primeira vez, a eleição para governador iniciou com três nomes considerados principais na disputa: Os senadores Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), e o governador Beto Richa (PSDB) que buscava a reeleição, o que se concretizou, com uma nova vitória no primeiro turno.

Com 3,3 milhões votos, o dobro da votação do segundo colocado, Richa continuou à frente do Executivo Estadual por mais quatro ano.

Em Palmas, Beto venceu pela primeira vez, com 9,1 mil votos. Requião se aproximou dos 6 mil votos. Gleisi Hoffmann superou os 5 mil votos no município.

2018 – ?

Até o momento, cinco nomes aparecem como pré-candidatos: a atual vice-governadora, Cida Borghetti (PP); o deputado estadual, Ratinho Juníor (PSD); o ex-vereador de Curitiba, Jorge Bernardi (REDE); o senador Roberto Requião (PMDB); e o ex-senador Osmar Dias (PDT).

As candidaturas oficias devem ser registradas até o dia 15 de agosto, com a campanha iniciando no dia 16 de agosto. Até lá, o cenário pode ser outro, os candidatos também. Quem hoje é candidato, amanhã pode não ser. Aqueles que hoje são adversários, podem estar abraçados durante a camapanha.

Caberá ao eleitor acompanhar, avaliar e escolher o melhor para governar o Paraná de 2019 até 2022.

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