“É a primeira urgência do Brasil?”, questiona Dom Edgar sobre decreto das armas

por Guilherme Zimermann em 4 de Fevereiro de 2019 14:11
por Guilherme Zimermann em 4 de Fevereiro de 2019 14:11

No dia 15 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou um decreto que facilita a posse de armas de fogo. O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho. O texto do decreto permite aos cidadãos residentes em área urbana ou rural manter arma de fogo em casa, desde que cumpridos os requisitos de “efetiva necessidade”.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pouco antes da assinatura, defendeu o decreto das armas por se tratar de “um compromisso” de campanha.

Para o bispo de Palmas-Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, Dom Edgar Ertl, o decreto é “antievangélico e não condiz com os princípios da própria segurança” e questiona se a referida matéria seria, realmente, de extrema urgência para o país neste momento.

Ressalta que, diante das inúmeras responsabilidades do povo brasileiro, o Estado tem a obrigação de oferecer segurança como contrapartida. “Esse decreto é lamentável, sou totalmente contrário, pois ele é político, é ideológico e não vai nos ajudar”, afirma Dom Edgar.

Lembrando a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz – 01º de janeiro – o bispo do Sudoeste do Paraná reforça que “o uso de armas não condiz com o Evangelho e nem para a promoção da paz” e lamenta a justificativa da medida em torno de uma promessa de campanha. “Seríamos pobres e medíocres se refletíssemos a partir desse argumento”, pontua.

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