Registrados nos Campos de Palmas águias e gaviões em extinção

por Guilherme Zimermann em 4 de outubro de 2018 15:10
por Guilherme Zimermann em 4 de outubro de 2018 15:10

Quiriquiri (Falco sparverius) afugentando um gavião-caboclo (Heterospizias meridionalis). Foto: Dante Meller.

Foi realizado no último final de semana, o 1° Censo Simultâneo de Aves de Rapina nos Campos Gerais Paranaenses, uma iniciativa do Instituto Neotropical e do site Aves de Rapina Brasil, com apoio do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), Museu de História Natural Capão da Imbuia e Parque das Aves. O objetivo do censo foi registrar a presença de aves de rapina, com atenção especial as espécies raras e ameaçadas de extinção.

Carcará (Caracara plancus). Foto: Dante Meller.

A região Sul do Paraná, sobretudo os Campos de Palmas, foi inclusa no levantamento, através do trabalho dos pesquisadores Dante Andres Meller e Alfieri Callegaro, que realizaram registros de 12 espécies, desde aves comuns, como o carcará e o gavião-caboclo, como espécies ameaçadas de extinção como águias-chilenas, gavião-de-cabeça-cinza, gavião-de-sobre-branco e gavião-bombachinha-grande.

Águia-chilena Foto: João Vitor Andriola

Em entrevista à Rádio Club/RBJ, Meller contou que o trabalho concentrou-se na região do Refúgio da Vida Silvestre dos Campos de Palmas, área de conservação federal, e que abrange também parte do município de General Carneiro.

Gavião-bombachinha-grande (Accipiter bicolor). Foto: Alfieri Callegaro.

Residente no Rio Grande do Sul, mas amplo conhecedor da região em decorrência de seu trabalho na área de consultoria ambiental, Meller afirma que a região de Palmas tem chamado atenção de observadores de aves, por conta da sua riqueza biológica e de biodiversidade, destacando locais como a Estação Ecológica da Mata Preta, o Parque Nacional das Araucárias e o próprio Refúgio de Vida Silvestre.

Noivinha-de-rabo-preto (Xolmis dominicanus). Foto: Dante Meller.

Informou que a partir dos registros coletados no censo, os organizadores farão uma triagem sobre os trabalhos, resultando em uma publicação científica, voltada à abordagem populacional de aves de rapina campestres, sobretudo as espécies ameaçadas de extinção.

Ouça a entrevista:

 

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