Polícia Ambiental monitora área com presença de papagaios

por Guilherme Zimermann em 20 de Março de 2018 14:58
por Guilherme Zimermann em 20 de Março de 2018 14:58
Esta matéria utiliza fontes de: Michel Teixeira / Espaço Silvestre
PalmasÁgua Doce

Foto: Michel Teixeira

A Polícia Ambiental de Santa Catarina está realizando monitoramento de área na divisa entre Água Doce, Meio-Oeste catarinense, e Palmas, Sul do Paraná, onde um bando de papagaios está em deslocamento.

Segundo especialistas, não há como precisar as espécies, mas garantem que exemplares do papagaio-do-peito-roxo fazem parte do bando, devido à proximidade da área com o Parque Nacional das Araucárias, entre os municípios de Passos Maia e Ponte Serrada, Unidade de Conservação criada em 2005, com uma área de 12 mil hectares, onde é desenvolvido um projeto de reintrodução e proteção aos papagaios.

Natural da região, o papagaio-de-peito-roxo entrou na lista da espécies ameaçadas de extinção decido ao desmatamento e captura de animais para o comércio ilegal, que reduziram drasticamente o número dessas aves.

Em 2010 foi iniciado o projeto de reintrodução da espécie no Parque Nacional, oferecendo suporte necessário para a formação de uma população viável à longo prazo. Mais de 100 papagaios já foram soltos no local. Para reintrodução, todas as aves passam por um rigoroso processo de reabilitação, que incluem exames clínicos e laboratoriais, análise genética, além de treinamentos comportamentais que os preparam para a vida na natureza.

Os papagaios que obtém resultados satisfatórios são identificados por rádio-colares, microchips e anilhas cedidas pelo Centro Nacional de Pesquisa para Conservação de Aves Silvestres. Eles são transportados para o Parque Nacional das Araucárias e colocados em um viveiro.  Após um período de ambientação, a soltura é realizada de maneira branda até que voltem definitivamente à floresta.

O monitoramento pós-soltura é realizado mensalmente pela equipe do Instituto Espaço Silvestre através de observações, escuta de vocalizações e rádio-telemetria. Relatos de membros da comunidade treinados para tal finalidade através da ciência cidadã são analisados. Os dados provenientes do monitoramento mostram que papagaios-de-peito-roxo, vítimas do tráfico de animais silvestres, podem ser reabilitados, soltos e até reproduzem com sucesso.

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