Show promovido pela Rede Bom Jesus de Comunicação e Rádio Onda Sul FM de Francisco Beltrão

“Só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política”, destaca nota da CNBB

por Ivan Cezar Fochzato em 27 de outubro de 2017 8:32
por Ivan Cezar Fochzato em 27 de outubro de 2017 8:32

Capa-nota-mom-politicoO Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB), após reunião entre os dias 24 e 26 de outubro, em Brasília, divulgou nota demonstrando apreensão e indignação com a grave realidade político-social vivida pelo país, afetando a população e as instituições.

Ao se referir a Portaria 1.129, do Ministério do Trabalho, que alterou conceitos de definição sobre trabalho escravo, a entidade classificou a medida como desumana.  “É um retrocesso que, na prática, faz fechar os olhos dos órgãos competentes do Governo Federal que têm a função de coibir e fiscalizar esse crime contra a humanidade e insere-se na perversa lógica financista que tem determinado os rumos do nosso país”, afirma a nota, divulgada ontem(26)

Os bispos citam o Papa Francisco, que já afirmou que “na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura foi formalmente abolida no mundo”. Mas a entidade acrescenta que “esse flagelo continua sendo uma realidade inserida no tecido social”. Na terça-feira (24), o Supremo Tribunal Federal concedeu liminar suspendendo os efeitos da portaria. Por sua vez, o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que a norma não será revogada apenas alterada.

Durante a coletiva, a entidade pelo presidente, Cardeal Sérgio da Rocha; vice-presidente, Dom Murilo Krieger e o secretário, Dom Leonardo Steiner,  também apontaram sobre o atual momento político. “A barganha na liberação de emendas parlamentares pelo governo é uma fronta aos brasileiros. A retirada de indispensáveis recursos da saúde, da educação, dos programas sociais consolidados, do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), do Programa de Cisternas no Nordeste, aprofunda o drama da pobreza de milhões de pessoas.

O Vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger alertou que essa defesa não deve ser feita apenas pelos bispos, mas assumida por todos os “que, conscientes de seus direitos, devem assumir o seu protagonismo perante as realidades do mundo”. Os líderes religiosos ressaltam ainda que “só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania, é capaz de purificar a política, banindo de seu meio aqueles que seguem o caminho da corrupção e do desprezo pelo bem comum.

Nota da CNBB – Atual Momento político – CP de outubro de 2017

Os comentários para esta matéria estão desabilitados. Caso deseje comentar sobre este conteúdo, fique a vontade em utilizar o botão do Facebook logo no inicio da matéria para compartilhar seus comentários através de seu perfil na rede social.
Compartilhar