“Sem novo pacto federativo corram de ser prefeito”, afirma Micheletto

por Redação RBJ em 27 de julho de 2015 12:05
por Redação RBJ em 27 de julho de 2015 12:05

O presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) o prefeito de Assis Chateaubriand Marcel Micheletto esteve em Francisco Beltrão nesta sexta-feira (24) participando de assembléia da Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), um mês após assumir como presidente.

Além de agradecer os votos e de reforçar sua proposta de ressuscitar a AMP, fez um alerta aos prefeitos sobre as dificuldades em se governar os municípios. Listou os problemas enfrentados pelos prefeitos para bancar as contas que os governos não estão cumprindo e ainda dos excessos de cobranças e exigências do Ministério Público e do Tribunal de Contas.

A assembléia foi presidida pelo presidente da Amsop o prefeito de São João Altair Gasparetto, e contou com a participação da deputada federal Leandre Dal Ponte (PV), prefeitos, secretários municipais, assessores, assim como jornalistas e comunicadores que participaram mais sedo do lançamento do Prêmio Amsop de Comunicação 2015.

Pacto federativo

O presidente da AMP foi enfático ao afirmar que se não houver mudança no pacto federativo para melhor distribuição de recursos é loucura ser prefeito. “Está muito difícil de administrar as prefeituras e temos ouvido muita queixa dos prefeitos. Estamos pagando a conta de quem está com o dinheiro. 65% dos recursos ficam com o governo federal, 25% com o Estado e nós temos 10% para atender toda a população”, questiona.

Ele adiantou que o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) terá uma queda de 21% neste mês que vai complicar ainda mais a vida dos prefeitos. Lembrou também dos abusos na conta de energia com os aumentos e que as prefeituras não podem pagar pelo déficit na iluminação pública.

Micheletto conclamou os prefeitos para ficarem atentos neste segundo semestre para a discussão do novo pacto federativo no Congresso. “Cobrem de seus deputados para que sejam municipalistas. Se não houver reforma corram de ser prefeito. Não vai ter como administrar no futuro”, avisou, salientando que não está descartada uma paralisação de prefeitos em agosto como forma de protesto.

Audiências Amsop

Gasparetto aproveitou a assembléia para reforçar seu apoio à revolta de Micheletto e também agradeceu ao apoio durante audiências no governo do Estado ocorridas na última quarta-feira (22). Reuniões na secretaria de Estado da Educação, no Tribunal de Contas e com o próprio governador renderam grandes avanços para o Sudoeste, como a sinalização do governo para liberar em setembro o edital de concessão da PR 280, manutenção dos convênios para as Casas Familiares e flexibilidade no caso da terceirização de consultorias na área contábil e jurídica por parte das prefeituras.

Leandre por sua vez demonstrou preocupação com a descriminação que o Sul sofre por parte do governo federal no âmbito da saúde, e disse que protocolou relatório na comissão que trata do Pacto Federativo no Congresso para melhor distribuição de recursos. Também comentou que haverá reunião com os conselhos que representam os secretários municipais de saúde para debater a rede de urgência e emergência. Sobre emendas disparou; “Apenas 1,2% do orçamento são de emendas dos deputados. Isso é uma migalha para o País. Precisamos de projetos maiores para fazer alguma coisa pela região e pelo Paraná”, entende.

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