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Rádios fora do ar, ventos de 64 KM/h e 320 milímetros de chuva

por Ivan Cezar Fochzato em 1 de novembro de 2018 8:05
por Ivan Cezar Fochzato em 1 de novembro de 2018 8:05

O Simepar atualizou nesta quinta-feira(01) a informação sobre intensidade dos ventos que atingiram a cidade de Palmas, sul do Paraná, na manhã de ontem. As rajadas chegaram aos 64,8 quilômetros por hora, ocasionando destelhamentos parciais em diversas residências no perímetro urbano. No centro, atingiu os feirantes que estavam expondo seus produtos na Praça Bom Jesus. As Rádios Club e Horizonte ficaram fora do ar às 07h14 minutos de quarta-feira(31) e voltaram com a programação na manhã de hoje às 08h15, por falta de energia em seus transmissores no Alto da Glória.

Na mesma região, na cidade de  Coronel Domingos Soares,  pelo menos cem casas foram atingidas. O vendaval ocorreu entre 07h30 e 08h00 acompanhado de chuva torrencial.O Corpo de Bombeiros de Palmas também foi acionado para retirada de árvores que interditaram o trânsito na rodovia(PRC 280) entre Palmas e Clevelândia,  em vários pontos houve queda de árvores.

CHUVA

No primeiro mês cheio da Primavera, o volume de chuva em Palmas, sul do Paraná, chegou aos 321.4 milímetros no perímetro urbano de Palmas, sul do Paraná, conforme estação meteorológica automática instalada no campo de pesquisa em fruticultura pelo IAPAR.

O volume de outubro deste ano é 13.9% inferior ao do ano passado. Desde o início da estação, em 22 de setembro, o acumulado é de 335.4 milímetros. Em 2018, já choveu mais de 1.300 milímetros, sendo que a média  pluviométrica anual para o município é superior a 2 mil milímetros.

Nestas primeiras horas do mês de novembro, foram registrados 2.6 milímetros de chuva. Até às 16h00 desta quinta-feira estão previstos outros 22 milímetros. O tempo só deve melhorar de domingo(03) em diante.

IMPACTOS NA AGRICULTURA

Além do atraso no plantio das lavouras de grãos para a safra 2018/2019, o excesso de chuva afeta fortemente as plantações de maçã  no  município. As plantas estão em floração e a elevada umidade prejudica a polinização, e o chamado pegamento de frutos.

Conforme o  Diretor Técnico da Associação Brasileira dos Produtores de Maçãs(ABPM), Ivanir Dalanhol,  a polinização é essencial para a produtividade e com o tempo chuvoso, as  principais responsáveis por este processo,  as abelhas não deixam suas colmeias.  Informou que esteve no Rio Grande do Sul e também lá o quadro é dramático. “Na região de Vacaria, os produtores também estão muito preocupados pois os frutos da variedade Gala estão caindo e aqui em Palmas é a mesma coisa”, disse ele hoje pela manhã o presidente da Cooperativa dos  Campos de Palmas(Cocampal).

Adiantou que não há como mensurar os impactos do excesso de chuva mas é provável que possa refletir no volume de produção para a próxima safra.

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