Psicóloga orienta sobre adaptação no retorno às aulas

por Juliana Raddi em 19 de Março de 2019 17:16
por Juliana Raddi em 19 de Março de 2019 17:16

O retorno às aulas é sempre uma fase complicada para as crianças, principalmente entre seis meses a seis anos, mas também para os pais. A fase de adaptação passa por muitos desafios e a Psicóloga Dilma Schirr, orienta as famílias em como agir.

A criança dentro de seu âmbito familiar estabeleceu uma confiança, sendo que a maior dificuldade é o desprendimento, ou seja, sair da instituição familiar para instituição escolar. Nessa fase a criança expressa uma certa sensibilidade, desconfiança e não adaptação, “porém, após dois ou três meses, qualquer criança nessa idade, vai se adaptar”, comenta.

(Imagem Ilustrativa)

Para tal, é necessário obter uma rotina: “deixa um pouco na escola ou na creche, depois vai buscar, e assim a criança vai se adaptando”, a escola está preparada para esse período e todas as suas eventualidades.

Algumas crianças vão se adaptar mais fácil, outras vão chorar dois, três meses, mas é importante que os pais sejam firmes, “falar sempre a verdade, a mamãe/papai vai trabalhar para ganhar dinheiro, para comprar comida, para comprar brinquedo”, inclusive citar as horas que irá demorar para retornar, mesmo que a criança não tenha essa concepção de tempo, desse modo, criando algo pedagógico, concreto.

Segundo Dilma Schirr, as crianças que não se adaptam, normalmente vão apresentar sintomas chamados psicossomáticos, “quando vê os preparativos do almoço, começa com a dor de barriga, pedir um doce, perguntar se demora muito ainda para escola. Isso significa que ela está ansiosa, não está querendo se adaptar”, uma tentativa de manipulação.

A adaptação vai depender de como a família conceitua a escola e vai acontecer a partir do momento que a criança criar um vínculo, tanto com a escola como com a professora. A mãe/pai deve colocar a criança no chão, “tem que pôr no chão e levar para a professora, para que a criança possa fazer esse caminho da professora para mãe, da professora para avó, tia, enfim, daquelas tutores que vão cuidar da criança”.

A psicóloga esclarece que durante essa adaptação os pais devem ter flexibilidade, “não castigar, não ficar brigando, porque senão ela vai ter uma concepção de escola que é ruim”, a orientação é conversar com a criança e dizer que na escola ela vai brincar com os coleguinhas, aprender coisas novas, ficar feliz.

Esse é também um desprendimento dos familiares que muitas vezes exercem uma superproteção. A escola dá uma nova compreensão, um novo entendimento daquilo que a família já construiu “a família sempre é a base que vai se perpetuar, porque a criança vai para a escola, mas volta para aquele núcleo familiar”.

Confira o áudio na íntegra: 

 

Compartilhar