Primeiro caso de gripe H1N1 é confirmado em Pato Branco

por Redação RBJ em 28 de Maio de 2015 7:35
por Redação RBJ em 28 de Maio de 2015 7:35

Pato Branco confirmou nesta terça-feira (26) o seu primeiro caso da gripe H1N1. Segundo informações do setor de Vigilância Epidemiológica do município, o exame foi feito pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (Lacen), o qual constatou que Artur Pereira (2), morador do bairro Bonatto, teve o vírus.

Conforme a mãe de Artur, Jocemaira Pereira, tudo começou no dia 6 de maio, quando a criança apresentava febre alta e falta de ar. “A princípio pensávamos que fosse bronquite, porque ele já tinha, porém ontem saiu o resultado, que confirmou que meu filho teve a gripe H1N1”, declarou.

Ela conta que a dificuldade de respirar da criança era tanta que precisou utilizar aparelhos de oxigênio. “Inclusive ele precisou ficar dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pois gerou uma pneumonia bem grave, e mais dois dias no quarto. Também foi feita bastante inalação, de hora em hora”, descreveu.

De acordo com Jocemaira, hoje Artur está melhor e em casa. “Levei-o consultar ontem e o médico disse que está tudo bem. Inclusive tomou a vacina também ontem”, afirmou.

Ela disse ainda que no ano passado não o levou para tomar a vacina com receio dos sintomas. “Tive medo que ela desse alguma reação em meu filho, porém acabou que aconteceu tudo isso. Assim, eu aconselho para que as mães que ainda não levaram seus filhos para serem vacinados que tomem esse cuidado e vacinem no posto mais próximo. Pois assim como pode ter acontecido com o meu filho, pode acontecer com qualquer criança”, recomendou.

Números

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica do município de Pato Branco, Thaís Dalmolin, até o momento 74,91% das pessoas foram imunizadas, dentre todos os grupos preconizados. Entretanto, ela lembra que há grupos que estão longe dessa meta, principalmente as crianças de seis meses e menores de cinco anos, em que apenas 58% foram imunizadas.

“Todos os grupos precisam atingir no mínimo 80% e o número de crianças vacinadas ainda está muito abaixo do que é preconizado. Por isso, é importante levá-las, uma vez que são as principais fontes de transmissão do vírus na família e em toda comunidade”, destacou Thaís.

Quanto às pessoas com mais de 60 anos, a coordenadora disse que 88% já foram imunizadas; enquanto os trabalhadores da saúde, 65%; gestantes, 66%; e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), 94%.

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