Presidente da FIEP diz que o momento exige racionalidade e responsabilidade

por Ivan Cezar Fochzato em 28 de Maio de 2018 10:38
por Ivan Cezar Fochzato em 28 de Maio de 2018 10:38

O Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná(FIEP), Edson Campagnollo, recomendou para o momento racionalidade e responsabilidade. Ao avaliar  a legitimidade da mobilização dos  caminhoneiros  no Programa Pauta Dinâmica da Rádio Club, nesta segunda-feira(28), o dirigente disse que o quadro se instaurou pela  repulsa da sociedade ao “encastelamento” das lideranças políticas, em todos os níveis. O líder empresarial do Sudoeste do Paraná também falou a participação nas eleições deste ano como provável candidato na chapa majoritária ao governo do Estado.

Presidente da FIEP em Palmas/Foto: Ivan Cezar(Arquivo/RBJ)

Para ele, atendidas as reivindicações dos caminhoneiros pelo governo federal, é necessário  voltar à normalidade para que não se acentuem ainda mais as crises econômica e social, na medida que se acumulam prejuízos na industria, agropecuária, serviços, saúde, educação,segurança. “O caos nesse momento não é adequado e, o mais sensato, é voltar as atividades e mesmo que haja outro tipo de reivindicação que ela continuem, sem paralisações”, defendeu.

Apontou que a causa de tudo isso é omissão dos políticos em relação às  demandas da sociedade. A classe política, em todos os níveis, se encastelou nas prefeituras, nos governos dos Estados, no Congresso e atuou apenas na distribuição de benesses, nomeações de pessoas e na apropriação para interesses particulares. Como não cumpriram com seus papéis e funções  institucionais, para resolver as questões,  lançaram mão do aumento dos impostos até a sociedade não suportar a carga. “Os políticos ficaram cegos sobre o que estava acontecendo no país e fora dele. Não foram feitas reformas estruturais”, disse ele. A reforma política, que deveria trazer uma nova perspectiva, serviu apenas para que se apropriassem ainda mais de recursos[ financiamentos de campanhas] para manutenção no poder  dos mandantes dos partidos e amigos do rei ”, disse ele.

Advertiu que é necessário tirar lições de tudo isso e buscar neste ano eleitoral em 2018,  restabelecer um cenário diferente com a eleição de representantes melhores, para que o novo congresso possa fazer reformas estruturantes. “Não podemos eleger os menores piores. Precisamos de pessoas que pensam na sociedade e não na defesa de seus interesses particulares”, avaliou.

CANDIDATURA

Presidente da FIEP será do empresário, Claudio Petrycoski. Foto: Ivan Cezar Fochzato(arquivo/RBJ)

O dirigente industrial confirmou que colocou seu nome à disposição para concorrer, pela primeira vez, a um cargo político.  Inicialmente, a  ideia era disputar candidato a governador, mas avaliou que não detém uma carreira político/partidária, como requer o atual modelo do país, que facilita aos que possuem trajetória eleitoral e recursos para investir. “Como não fiz uma carreira política, existe a possibilidade de integrar a um projeto em andamento”, disse.

Revelou que como seu partido, o PRB,  já manifestou seu apoio, a perspectiva é de que se candidato à  vice na chapa de Ratinho Junior. “ Se aqueles que acreditam em algo diferente para o país ficarem de fora, quem vai ocupar o espaço vai ser daqueles que se preocupam com outros interesses que não os da sociedade”, justificou

 

NOVA DIREÇÃO DA FIEP

Campagnollo anuniciou que no seu período de licença na presidência da FIEP, seu cargo será ocupado pelo empresário, também do Sudoeste do Paraná, Cláudio Petrycoski, de Pato Branco.

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