“Pega fogo” explicações sobre manutenção de viaturas dos Bombeiros de Palmas

por Ivan Cezar Fochzato em 17 de Maio de 2018 10:22
por Ivan Cezar Fochzato em 17 de Maio de 2018 10:22
PalmasCoronel Domingos Soares

A falta de manutenção da frota do Corpo de Bombeiros de Palmas, sul do Paraná, atribuída a suspensão dos serviços pelas empresas de mecânicas na região,  tem gerado uma série de contestações e fatos novos nas últimas horas. Empresa contratada pelo governo do Estado se defende. Empresário palmense relata que não está recebendo pelos serviços.

Nesta quinta-feira(17) a empresa JMK Frotas contestou as informações repassadas pelo comandante da Seção de Palmas, Tenente Picolotto, de que não estaria  pagando às oficinas.  Ao RBJ e ao jornal A Folha do Sudoeste garante que o trabalho continua sendo realizado, apesar da existência de dívida do governo do Paraná, de R$ 9,5 milhões de reais. Reconhece,que por este atraso alguns pagamentos para as oficinas estão, realmente, pendentes. “Refutamos completamente este panorama alarmista de que a manutenção na região estaria parada”, diz a nota.

Garante que em Palmas apenas 13% das viaturas estão em manutenção no momento. Avalia que é número extremamente baixo pela idade da frota e o uso severo que são submetidos os veículos. Informou que atualmente há cinco oficinas ativas na região, que trabalham normalmente. Informou que o governo do Paraná tem demonstrado empenho em resolver os atrasos financeiros.

EMPRESÁRIO CONTESTA

Uma das empresas contratadas realização dos serviços aos Bombeiros em Palmas confirmou ao RBJ na manhã de hoje(17) que não recebeu os pagamentos da gerenciadora de frota. “Tenho 41 boletos não quitados” contou. Confirmou ainda que diversas outras empresas da região, na mesma situação, estão tomando medidas administrativas e cancelaram os serviços à corporação.

Manifestou indignação por receber, via correspondência, a informação do descredenciamento para a prestação de serviços. “Justificaram que a empresa não tem condições  de prestar os serviços, mas fiz isso até agora e sem receber pelo serviço”, disse o empresário palmense.

REALIDADE

Nenhuma das viaturas de combate a incêndios pelo Corpo de Bombeiros de Palmas está em boas condições de uso. Até mesmo a ambulância do Siate está danificada. O comandante da Seção, Tenente Picolotto, disse que as ocorrências estão sendo atendidas, mas há risco de as viaturas não chegarem aos locais solicitados.

Para Palmas e Cel Domingos Soares atualmente há duas unidades de combate a incêndio emprestadas pelo 2° Subgrupamento de Bombeiros Independente (SGBI) de Pato Branco. Uma está com o motor fervendo e outro com a bomba danificada. A ambulância está com a porta emperrada e não abre. O caminhão destinado pelo governo do Estado no início deste ano está com o tanque furado.  As outras viaturas que servem aos setores administrativo e vistorias estão sem condições de uso, por falta de reparos.

Conforme Picolotto, a falta de manutenção se agravou pela suspensão pela prefeitura dos repasses dos recursos do Funrebom e da Taxa de Combate a Incêndios (TCI) pelos contribuintes palmenses. A medida atende uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional a cobrança para ressarcir a corporação pelo custo da manutenção do serviço de combate a incêndios.

A posição  é de que o Corpo de Bombeiros é um órgão ligado ao poder estadual. Desta forma, os municípios ficam impedidos de avançar sobre essa competência para criar uma taxa destinada a custear as ações de prevenção ao fogo.

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