Palmas celebra seus 140 anos

por Guilherme Zimermann em 14 de Abril de 2019 5:28
por Guilherme Zimermann em 14 de Abril de 2019 5:28

Neste domingo (14), o município de Palmas, Sul do Paraná, completa 140 anos de emancipação político-administrativa. Figurando entre os municípios mais antigos do Estado, este foi o ponto de partida para a colonização do Sudoeste do Paraná e de boa parte do Oeste catarinense.

Pioneira em sua essência, Palmas destaca-se por inúmeras conquistas e realizações ao longo de sua história que, muito além de sua emancipação, ultrapassa os 200 anos.

Berço da Igreja Católica na região e que através dela, mantém sua tradição de mais de meio século no Ensino Superior, além de contribuir na formação de cidadãos e sacerdotes, através da Escola de Integração Social (Eispal), do Colégio Bom Jesus e do Seminário São João Maria Vianney.

Localizada num dos pontos mais frios do Sul do Brasil, Palmas destaca-se pela sua “terra boa” e uma condição climática invejável, colocando a agropecuária como destaque estadual e nacional. Terra da batata, da maçã, dos grãos, do gado Caracu, dos ventos que geram energia, das fazendas históricas, dos conflitos do Contestado, da briga entre Brasil e Argentina por esse território e de tantos outros acontecimentos importantes, Palmas enaltece seu passado, reconhece os erros cometidos durante a sua história e passa a olhar para o futuro, para 2030, 2100 ou 2159, suscitando a pergunta: Como será Palmas daqui 140 anos?

História

Cabe a Pedro de Siqueira Côrtes, bandeirante curitibano, a primazia da conquista e povoamento da imensa região, onde hoje se localiza a cidade de Palmas, com o objetivo da exploração de ouro que diziam existir em grande quantidade no morro do Bituruna, onde as lendas da época situavam riquezas maravilhosas.

A 28 de abril de 1839, conforme depoimento de José Cleto da Silva, Pedro de Siqueira Côrtes firmou, com outros destemidos sertanistas, contrato para o povoamento dos Campos de Palmas, antiga região dos Campos dos Biturunas que, etmologicamente, significa terra alta.

A denominação de Campos de Palmas foi dada por Atanagildo Pinto Martins, em 1815, quando, pela primeira vez, atravessou a região na exploração do Rio Iguaçu, atendendo a determinações de Diogo Pinto de Azevedo Portugal.  O nome do município provém da sua localização nos chamados Campos de Palmas.

Pela Lei nº 22, de 28 de fevereiro de 1855, a Assembléia Legislativa da Província do Paraná, tendo em vista as necessidades da região, criou a freguesia de Senhor Bom Jesus de Palmas, em Guarapuava. Pela Lei Provincial nº 484, de 13 de abril de 1877, a Freguesia de Senhor Bom Jesus de Palmas foi elevada à categoria de vila, com o nome de Palmas. A instalação do município foi realizada no ano de 1879. Pela Lei Estadual nº 233, de 18 de dezembro de 1896, foi elevada à categoria de cidade.

Formação Administrativa

Freguesia criada com a denominação de Senhor Bom Jesus de Palmas, pela lei provincial n.º 22, de 28-02-1835 ou 1855, subordinado ao município de Guarapuava. Elevado à categoria de vila com a denominação de Palmas, pela lei provincial n.º 484, de 13-04-1877, desmembrado de Guarapuava. Sede na povoação de Palmas. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-04-1879. Elevado à condição de cidade, pela lei estadual n.º 233, de 18-12-1896.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído do distrito sede.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1936, o município figura com 4 distritos: Palmas, Colônia Chopim, Mangueirinha e Santa Bárbara.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1937, o município é constituído de 5 distritos: Palmas, Colônia Chopim, Mangueirinha, General Carneiro e Santa Bárbara.

Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, transfere o distrito de Santa Bárbara do município de Palmas para o de União da Vitória. Sob o mesmo decreto, o distrito de Colônia Chopim passou a denominar-se Chopim.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 4 distritos: Palmas, General Carneiro, Mangueirinha e Chopim (ex-Colônia Chopim).

Pelo decreto-lei federal n.º 5839, de 21-09-1943, o município de Palmas foi território federal de Iguassu.

Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, desmembra do município de Palmas os distritos de Chopim e Mangueirinha para formar o território de Iguaçu. Sob o mesmo decreto adquiriu o distrito de Bituruna ex-Santa Bárbara e do município de União da Vitória e anexado ao município de Palmas.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 3 distritos: Palmas, Bituruna e General Carneiro.

Por ato das disposições constitucionais transitórias promulgada de 18-09-1946 (artigo 8 º), foi extinto o território de Iguaçu voltando seu território aos estados de ……… foi desmembrado (diário oficial do D.F, de 19-09-1946 seção I).

Pela lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, é criado o distrito de Jangada do Sul (ex­povoado) criado com terras do distrito do General Carneiro.

Pela lei estadual n.º 253, de 26-11-1954, desmembra do município de Palmas o distrito de Bituruna. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual n.º 3758, de 02-08-1958, é criado o distrito de São José de Palmas (ex-povoado) é criado no distrito de General Carneiro. Subordinado ao município de Palmas.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 4 distritos: Palmas, General Carneiro, Jangada do Sul e São José de Palmas.

Pela lei estadual n.º 4338, de 25-01-1961, desmembra do município de Palmas os distritos de General Carneiro (ex-São José de Palmas), Colônia General Carneiro (ex-General Carneiro e Jangada do Sul, para formar o novo município de General Carneiro.

Pela lei municipal n.º 129, de 16-09-1963, são criado os distritos de Coronel Domingos Soares e Santo Antônio e anexados ao município de Palmas.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 3 distritos: Palmas, Coronel Domingos Soares e Santo Antônio.

Pela lei estadual n.º 5499, de 02-02-1967, é criado os distrito de Padre Ponciano e Ubaldino Taques e anexado ao município de Palmas. Sob a mesma lei é extinto o distrito de Santo Antônio, sendo seu território anexado ao distrito de Padre Ponciano.

Pela lei estadual n.º 5863, de 31-10-1968, é criado o distrito de Francisco Frederico Teixeira Guimarães e anexado ao município de Palmas.

Em divisão territorial datada de 01-01-1979, o município é constituído de 5 distritos: Palmas, Coronel Domingos Soares, Francisco Frederico Teixeira Guimarães, Padre Ponciano e Ubaldino Taques.

Pela lei estadual n.º 11265, de 21-12-1995, desmembra do município de Palmas o distrito de Coronel Domingos Soares, elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 15-07-1999, o município é constituído de 4 distritos: Palmas, Francisco Frederico Teixeira Guimarães e Padre Ponciano.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-05-2001.

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