Palmas atinge menor taxa de natalidade da última década

por Guilherme Zimermann em 15 de Maio de 2018 10:47
por Guilherme Zimermann em 15 de Maio de 2018 10:47
Palmas

O município de Palmas atingiu a menor taxa de natalidade dos últimos 10 anos, segundo levantamento do Setor de Estatísticas da Rádio Club/RBJ junto ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Secretaria de Estado da Saúde e Ministério da Saúde. Apesar da queda, o município ainda apresenta um dos maiores indicadores de nascimentos da região administrativa do Sudoeste do Paraná. Em 2017, a taxa foi de 17,15 nascidos vivos por mil habitantes.

Em 2007, a população palmense era de 40.485 habitantes. Naquele ano, o município contabilizou 928 nascimentos, o maior registro na última década. Para o cálculo da taxa de natalidade, divide-se o total de nascidos pela população e multiplica o resultado por 1000.

Assim, a taxa de natalidade de Palmas em 2007 foi de 22,92, a maior da região Sudoeste. Nos anos seguintes, houve variação dessa taxa, no entanto, o município registrou o maior indicador de nascimentos entre os 42 integrantes da região Sudoeste até 2014, perdendo o posto entre 2015 e 2017, mas permanecendo entre os quatro primeiros no ranking de natalidade.

O menor índice foi contabilizado no último ano, quando foram registrados 840 nascimentos e a população de Palmas era estimada em 48.990.

De acordo com o IBGE, a queda nas taxas de natalidade é uma tendência no país. Entretanto, o Paraná ainda detém do maior indicador de nascimento entre os estados do Sul do país. Essa realidade, conforme análise realizada em 2008 pela professora Lélia Limderger, mestre em Geografia da Faculdade Uniamérica de Foz do Iguaçu, pode ser explicada pela composição geográfica do Estado.

Segundo ela, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são mais urbanizados e industrializados que o Paraná. E quanto maior a urbanização, a taxa de natalidade tende a ser menor. Além do que, o Paraná tem um maior número de cidades com nível de desenvolvimento humano menor que outros municípios do Sul, o que se reflete nos índices de natalidade, uma vez que a tendência é o número de filhos diminuir em regiões onde a população tem maior escolaridade.

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