Triste realidade do abuso e exploração sexual de menores em Palmas

por Ivan Cezar Fochzato em 17 de Maio de 2018 9:19
por Ivan Cezar Fochzato em 17 de Maio de 2018 9:19
Palmas

Mais de 160 menores sofreram abusos sexuais em Palmas, sul do Paraná, nos últimos nove anos. Em sua maioria, as agressões foram praticadas por pessoas da própria família. Os dados constam no Sistema de Informação para a Infância e Adolescência(SIPIA) informados pelo Conselho Tutelar do município.

Entre 01 de janeiro de 2009 e 16 de maio de 2018, são 165 casos de abusos, pornografia, estupro e exploração sexual comercial. Com 41  estupros, o município ocupa a quinta posição neste tipo de crime no Estado,  atrás de Curitiba(73); Guarapuava(60), Cascavel(53) e Colombo(43), todos com populações entre cinco e quarenta vezes superiores.

Conforme o Conselho Tutelar esses números representam apenas uma parcela dos crimes cometidos, já que existe o silêncio para com a violência contra criança e adolescente. A realidade pode ser ainda mais grave, pois nem todos os casos chegam ao conhecimento e, com isso, ficam  sem registros pelo órgão. Em muitas situações ainda há encaminhamento direto das vítimas à polícia

De acordo com o Delegado, Victor Hugo Guaita Grotti, a Polícia Civil da Comarca instaurou em 2017, 11 inquéritos para apurar responsabilidades. Neste ano já são 07 procedimentos com este fim.

SIPIA

Dia 18 de maio é a data Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescente. O objetivo   objetivo é mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento contra a violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes.

A violência sexual pode ocorrer de duas formas distintas. Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente, ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

Além da prevenção, o combate a essa realidade exige que os casos sejam denunciados ao conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária e ligue para o Disque Denúncia Nacional, de número 100.

SEMINÁRIO 

Estão abertas as inscrições para o I Seminário Municipal de Formação: Fortalecendo a Rede de Atendimento à Criança e Adolescente em Palmas, sul do Paraná.  Entre 20 e 30 de maio serão debatidos temas para o enfrentamento ao Trabalho e ao Abuso e Exploração Sexual Infantil.

Outro tema será sobre o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo( SINASE) que  busca articular os Governos Estaduais e Municipais, o Sistema de Justiça, as políticas de Assistência Social, Saúde, Educação, Cultura,  para efetividade e eficácia na execução das Medidas Socioeducativas de Meio Aberto, de Privação e Restrição de Liberdade, aplicadas ao adolescente.

As discussões contarão com a assessoria da assistente social e ex-ministra Márcia Helena Carvalho Lopes, que também atuou como Conselheira Nacional de Assistência Social – CNAS e dos Direitos da Criança e do Adolescente – CONANDA (2004). Foi Presidente da Rede de Pobreza e Proteção Social do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID (2007). É professora há mais de 30 anos do curso de Serviço Social na Universidade Estadual de Londrina – UEL. Atuando nas áreas política pública, sistema único de assistência social, gestão pública, políticas setoriais.

Datas/temas:
28/05/18 – Enfrentamento ao Trabalho Infantil
29/05/18 – SINASE
30/05/2018 – Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual Infantil
Horário:
8h30 às 11h e das 13h30 às 17h

INSCRIÇÕES

 

 

 

 

 

 

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