Município pretende restaurar patrimônio cultural ferroviário

por Ivan Cezar Fochzato em 31 de julho de 2018 16:42
por Ivan Cezar Fochzato em 31 de julho de 2018 16:42

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional(IPHAN) entregou nesta terça-feira(31) ao governo municipal de Matos Costa, Santa Catarina, o levantamento do Patrimônio Cultural Ferroviário do município.  O objetivo é restaurar todos os bens arquitetônicos da antiga ferrovia.

Nos documentos entregues pela arquiteta do IPHAN, Cristiane Galhardo Biazin ao prefeito, Raul Ribasa, foram catalogados a estação, o armazém e cinco casas pertencentes a antiga rede ferroviária. Explicou que  órgão  Iphan inscreveu esses bens, por serem de interesse cultural.

O palmense, Raul Ribas recebeu a documentação do IPHAN

Conforme o prefeito,  o governo municipal agora  vai  buscar junto ao Patrimônio da União a  liberação dos bens ao município. Com isso, captar recursos para recuperar todos os espaços.

A linha, teve a sua construção iniciada em 1896 e o seu primeiro trecho aberto em 1900, entre Piraí do Sul e Rebouças, entroncando-se em Ponta Grossa com a E. F. Paraná. Em 1909 já se entroncava em Itararé, em São Paulo, com o ramal de Itararé, da Sorocabana. Ao sul, atingiu União da Vitória em 1905 e Marcelino Ramos, no Rio Grande do Sul, divisa com Santa Catarina, em 1910. Trens de passageiros, inclusive o famoso Trem Internacional São Paulo-Montevideo, este entre 1943 e 1954, passaram anos por sua linha. Os últimos trens de passageiros, já trens mistos, passaram na região de Ponta Grossa em 1983. Em 1994, o trecho Itararé-Jaguariaíva foi erradicado. Em 1995, o trecho Engenheiro Gutierrez-Porto União também o foi. O trecho Porto União-Marcelino Ramos somente é utilizado hoje eventualmente por trens turísticos de periodicidade irregular e trens de capina da ALL. A estação de Matos Costa – tanto a nova quanto a antiga, hoje demolida – é um dos pontos mais altos da ferrovia, estando a quase 1200 m de altura.

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