Morte do primeiro Kaingang formado em Direito enluta indígenas da região

por Ivan Cezar Fochzato em 16 de Abril de 2018 9:19
por Ivan Cezar Fochzato em 16 de Abril de 2018 9:19

Faleceu no último sábado(14) em Chapecó, Oeste de Santa Catarina, vítima de um câncer na garanta, o primeiro índio Kaingang formado em Direito no Brasil e o Fundador do Partido Nacional Indígena (PNI). A morte do líder Kaingang, Ary Paliano, foi sentida por todas comunidades do sul do país, especialmente em Mangueirinha, Sudoeste do Paraná onde residiu por vários anos.Nascido  na terra indígena Xapecozinho- Ipuaçu- SC, faleceu aos 56 anos, deixando esposa, quatro filhos e três netos.

Além da defesa das causas indígenas junto à FUNAI, da qual era funcionário, Palhano também buscou valorizar a cultura Kaingang com a gravação de músicas no idioma através da dupla sertaneja Poty e Tobira e através de outras duplas.

O Partido Nacional Indígena – PNI ressaltou, em rede social, que a  perda de nosso presidente é irreparável para todos aqueles que lutam pelo ideal de liberdade e emancipação do índio no Brasil. Ficamos órfãos mas juramos levar seu legado de justiça e liberdade em frente na formação do PNI. Pedimos ao nosso Grande Espírito que conforte sua família, amigos, parentes e a todos que acreditavam e admiravam Dr. Ary Paliano Kayngang.

Acabou de falecer o colega Ary Paliano.Descanse em paz meu nobre!!!, publicou Bemoro Kayapó, da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso (Fepoimt).

“Depois de uma luta de quase 3 anos, meu paizinho querido descansou hoje, uma dor incalculável e um vazio imenso no peito. Mas sei que tudo tem um propósito e que Deus sabe de todas as coisas. Descanse em paz meu pai, meu guerreiro”, publicou Fabrizia Paliano . “Vai ser muito difícil sem você aqui comigo!! Amo você pra sempre”, publicou Bruna Paliano Kayngang.

No último dia 17  de abril de 2017, em seu perfil[facebook], Ary publicou: Nós, pensamos que somos grandes, achamos que conseguimos fazer tudo, mas não é bem assim quando Deus diz, pare que as coisas só vão andar quando eu e como eu quiser.Ai a coisa fica feia, queremos fazer acontecer, mas somos pequenos, queremos andar muitas vezes não podemos, queremos correr a doença não deixa e assim vai. De tudo isso tenho uma convicção, não somos nada e dependemos de muita fé e coragem se quisermos alcançar nossos objetivos.

 

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