Mortalidade infantil apresenta redução na microrregião de Francisco Beltrão

por Redação RBJ em 28 de dezembro de 2015 16:42
por Redação RBJ em 28 de dezembro de 2015 16:42

Uma boa notícia foi divulgada na manhã desta segunda-feira (28), pela Oitava Regional de Saúde de Francisco Beltrão. O índice de mortalidade infantil na área de atuação da regional, que abrange 27 municípios, reduziu em cerca de 60% nesse ano de 2015, num comparativo com anos anteriores.

De acordo com a chefe da regional, Cintia Jaqueline Ramos, em 2013 foram registrados 78 óbitos de crianças até um ano e nesse ano, o número caiu para 31 óbitos. Com isso, a região de Francisco Beltrão tem o melhor índice do Paraná com 6 mortes a cada mil nascidos vivos, embora o ideal seria se nenhuma criança morresse.

No Estado, o índice atual é de 11 mortes a cada mil nascidos vivos. Cintia lembra que a queda no índice regional se deve, principalmente, a implantação do Programa “Mãe Paranaense” do governo estadual em parceria com as prefeituras e regionais de saúde. “O programa é um importante aliado para a redução da mortalidade, graças as muitas ações desenvolvidas. Na região também é importante salientar a presença do Hospital Regional do Sudoeste”, disse.

Quando se fala em municípios com o maior número de mortes em 2015, Cintia Ramos cita Francisco Beltrão e Ampére, com 8 e 5 casos, respectivamente.

 Causas da mortalidade infantil

Os principais fatores que contribuem para a mortalidade infantil são: a falta de assistência e de orientação às grávidas, a deficiência na assistência hospitalar aos recém-nascidos, a ausência de saneamento básico (desencadeando a contaminação de alimentos e de água, resultando em outras doenças) e desnutrição.

As menores taxas de mortalidade infantil são dos países desenvolvidos – Finlândia, Islândia, Japão, Noruega e Suécia (3 mortes a cada mil nascidos). As piores médias são dos países pobres, especialmente das nações africanas e asiáticas. O Afeganistão apresenta a incrível média de 154 óbitos por mil nascidos vivos.

No Brasil, assim como na maioria dos outros países, essa taxa está reduzindo a cada ano. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a mortalidade infantil no Brasil segue em declínio. Em uma década (1998 – 2010) passou de 33,5 crianças mortas por mil nascidas vivas para 22.

Ao analisarmos os dados, fica explícito que a região Nordeste, historicamente, apresenta a maior média de óbitos de crianças. Políticas públicas mais igualitárias entre os complexos regionais brasileiros fazem-se necessárias, com vistas a proporcionar infraestrutura adequada para a população (saneamento ambiental), maiores investimentos em saúde, redistribuição dos recursos hospitalares, subsídios para a alimentação, além do processo de conscientização familiar.

Apesar da redução da taxa de mortalidade, o Brasil está distante de atingir a média estipulada para as Metas de Desenvolvimento do Milênio, desenvolvidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com estimativas, em 2015, ano de divulgação dos resultados do documento, a taxa de mortalidade infantil brasileira será de 18 crianças mortas por mil nascidas vivas, sendo que a meta a ser atingida é de 15 crianças.

Dados da mortalidade infantil nos estados brasileiros, segundo IBGE
Acre – 28,9
Alagoas – 46,4
Amapá – 22,5
Amazonas – 24,3
Bahia – 31,4
Ceará – 27,6
Distrito Federal – 15,8
Espírito Santo – 17,7
Goiás – 18,3
Maranhão – 36,5
Mato Grosso – 19,2
Mato Grosso do Sul – 16,9
Minas Gerais – 19,1
Pará – 23
Paraíba – 35,2
Paraná – 17,3
Pernambuco – 35,7
Piauí – 26,2
Rio de Janeiro – 18,3
Rio Grande do Norte – 33,5
Rio Grande do Sul – 12,7
Rondônia – 22,4
Roraima – 18,1
Santa Catarina – 15
São Paulo – 14,5
Sergipe – 31,4
Tocantins – 25,6.

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