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Ministério Público denuncia 48 pessoas por adulteração no leite na região oeste de SC

por Guilherme Zimermann em 5 de setembro de 2014 14:51
por Guilherme Zimermann em 5 de setembro de 2014 14:51

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou na quinta-feira (04), 48 pessoas ligadas aos Laticínios Lajeado e Mondaí, sediados nos municípios de Lajeado Grande e Mondaí, oeste catarinense, sob a suspeita de adulteração no leite processado pelas empresas.

Segundo a coordenação do Gaeco na região, será buscada a aplicação da pena máxima aos culpados.O proprietário de uma das empresas, por exemplo, será enquadrado 25 vezes no crime de adulteração, sob pena de 04 a 08 anos, somando, no mínimo, 100 anos de prisão. Todos os envolvidos vão responder por organização criminosa, além de falsidade ideológica, omissão ou inclusão de dados falsos sobre a qualidade do produto. Se cumpridas, as penas ultrapassarão 200 anos de prisão.

Relembre o caso

Em novembro de 2013, foi levada ao MP/SC a denúncia de que a empresa Laticínios Lajeado Grande estaria recebendo leite adulterado. No inicio de 2014, foram realizadas análises, em que se constatou a presença de agentes químicos e até mesmo álcool etílico. No mês de março, em um ação conjunta entre Gaeco, MP, Polícias Civil, Militar e Rodoviária e Secretaria da Fazenda, foram iniciadas as investigações. Em agosto foi determinado o recolhimento de um lote da marca Lajeado Grande.

No dia 19 de agosto, 20 pessoas foram presas, duas delas em Ponte Serrada, há 50 quilômetros de Palmas, sul do Paraná, durante as operações “Leite Adulterado I” e “Leite Adulterado II”, desencadeadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Chapecó, visando cumprir 11 mandados de busca e apreensão em municípios das regiões oeste de Santa Catarina e noroeste do Rio Grande do Sul. Os mandados foram cumpridos também nas cidades catarinenses de Lajeado Grande, Mondaí e no município gaúcho de Vista Alegre.

Cerca de 70 pessoas participaram da ação, que está relacionada às investigações de adulteração de leite e derivados em duas empresas catarinenses. Os trabalhos iniciaram há mais de cinco meses, em que foi constatada a utilização de substâncias como formol, soda cáustica e água oxigenada no alimento. Imagens apuradas pela Polícia, mostram funcionários lavando as mãos e braços no leite. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as substâncias utilizadas serviam para recuperar o produto já estragado e aumentar o prazo de validade.

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