MDB realiza convenção e deixa aliança com Osmar Dias em aberto

por Evandro Artuzzi em 21 de julho de 2018 22:09
por Evandro Artuzzi em 21 de julho de 2018 22:09
Esta matéria utiliza fontes de: Gazeta do Povo

O MDB realizou sua convenção partidária para as eleições de 2018 na manhã deste sábado (21), em Curitiba. No evento, o senador Roberto Requião, principal liderança do partido no Paraná, sinalizou que deve mesmo ser candidato ao Senado e que os emedebistas vão buscar uma aliança “em torno de uma visão programática” com Osmar Dias (PDT) na disputa pelo Palácio Iguaçu. Apesar disso, os convencionais não descartaram a possibilidade de lançar um candidato próprio ao governo do estado. O nome mais citado na convenção foi o do deputado federal João Arruda, sobrinho de Requião.

Senador Requião, uma das principais lideranças do MDB no Estado, comandou a convenção. Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo

O principal recado da convenção foi de que apesar do interesse em compor a chapa com Osmar Dias (PDT), os emedebistas estão insatisfeitos com a demora da resposta de pedetista.  Diversos prefeitos do partido no interior do estado defenderam a tese de uma candidatura própria e chegaram até a propor que a convenção aprovasse essa definição. O prefeito da Lapa, Paulo Furiati, criticou a espera da legenda pela decisão de Osmar. “O partido está nesse marasmo, aguardando mão de esmola para fazer aliança”, disse.

Apesar dos discursos contundentes, na hora do voto os convencionais acabaram delegando à executiva do partido o poder de decidir os rumos do MDB. O grupo de Requião agora tem até o dia cinco de agosto para definir pela aliança com o PDT ou pela candidatura própria.

Segundo Requião, a coligação com Osmar deve ser fruto de acordos programáticos. Entre os itens listados pelo senador estão assuntos como a política de reajustes de Copel e Sanepar; e planos de ação para agronegócio, educação e segurança.

Além das discussões a respeito da candidatura ao governo, a convenção também aprovou uma lista prévia de candidatos a deputado estadual e federal. A relação ainda pode ser alterada. Caso o MDB faça uma aliança com o PDT na proporcional, emedebistas deverão dar espaço aos aliados.

Durante toda a convenção, Requião e seus aliados criticaram o governo Beto Richa (PSDB) por envolvimento em escândalos de corrupção. Outro tema recorrente nos discursos foi a crítica à postura nacional do MDB. Segundo Requião, os candidatos que ajudaram a aprovar a reforma trabalhista não serão eleitos e o país terá um presidente com visão “desenvolvimentista” e “nacionalista”.

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