Júri absolve palmense acusado da morte do ex-secretário, Vilceu Machetti no Mato Grosso

por Redação RBJ em 13 de julho de 2015 13:26
por Redação RBJ em 13 de julho de 2015 13:26

(Foto: Reprodução/TVCA)

(Foto: Reprodução/TVCA)

O Palmense Anastácio Marafon foi absolvido pelo júri popular pela acusação de assassinato do ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, ocorrido em 7 de julho 2014.

O Ministério Público Estadual (MPE) encaminhou os autos sustentando a acusação de homicídio qualificado que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima, mas o júri absolveu o acusado, acompanhando o argumento da defesa de legítima defesa. O julgamento ocorreu no fórum de Santo Antônio de Leverger (MT) e durou cerca de 15 horas.

A defesa de Anastácio Marafon, o advogado Oscar Travassos Filho, defendeu a absolvição do caseiro que agiu em sua legítima defesa, sob o argumento de que Marafon teria reagido a um disparo de espingarda feito por Marchetti. No bloco de defesa, em previsão de sentença, o advogado ainda solicitou, em caso de condenação, o “acolhimento da tese de homicídio privilegiado e a exclusão da qualificadora”.

Após o embate, o juiz Murilo Moura Mesquita, que presidiu o Tribunal do Júri, expediu o alvará de soltura do réu.

O crime

O ex-secretário Vilceu Marchetti foi morto em 7 de julho do ano passado, por volta das 18h50, em sua chácara, integrante de uma grande propriedade, a Fazenda Mar Azul, localizada em Barão de Melgaço. Marafon matou o ex-secretário com três disparos.

O caseiro confessou à polícia que cometeu o crime após flagrar o ex-secretário assediando a esposa dele na fazenda. Revoltado, o caseiro foi tirar satisfações com a vítima e, em seguida, disparou três vezes contra Marchetti, com um revólver calibre 38.

O ex-secretário estava dentro do quarto no momento da ação. Segundo ainda Marafon, ele fugiu para uma região de mata e jogou a arma do crime em um rio. Momentos depois foi localizado e preso.

Escândalo dos Maquinários

Vilceu Marchetti foi secretário de Infraestrutura durante o governo Blairo Maggi e foi morar na fazenda onde foi assassinado para se dedicar às atividades agropecuárias, após deixar o cargo público. Em março de 2014 ano, ele foi condenado pela Justiça Federal em Mato Grosso pela ação que ficou conhecida como ‘Escândalo dos Maquinários’.

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