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Juiz venezuelano conta a realidade do país

por Juliana Raddi em 8 de novembro de 2018 9:45
por Juliana Raddi em 8 de novembro de 2018 9:45
Esta matéria utiliza fontes de: Luiz Carlos Baggio

(Foto: Juliana Raddi)

 

O juiz federal venezuelano Oswaldo Jose Ponce Perez concedeu entrevista à Rádio Onda Sul, quando fez relato da situação que enfrenta o seu país. Ele estará nesta quinta-feira no Cesul, Centro Sulamericano de Ensino Superior, no Encontro de Produção e Iniciação Científica, quando vai proferir a palestra  “De magistrado a refugiado”. Perez está no Brasil desde 2015 e abandonou o país por temer por questões de segurança após perder um filho assassinado. “Tive que renunciar a meu cargo e preferi sair do país por temer pela vida de minha família”, contou Oswaldo. Após renunciar ao cargo de juiz federal na capital Caracas, ele se refugiou em Boa Vista, em Roraima, onde foi artista de rua para sobreviver. Hoje atua como conciliador voluntário na vara itinerante de Boa Vista.

(Foto: Juliana Raddi)

Ele qualifica como diabólico o governo de Nicolas Maduro, que em sua opinião destruiu o país. O magistrado conta que a Venezuela tem grandes reservas naturais, as maiores reservas de petróleo do mundo, mas hoje não consegue nem produzir os alimentos necessários para alimentar a população. “Infelizmente é verdade que as pessoas estão matando animais de estimação para se alimentar e com o valor do salário mínimo um trabalhador consegue comprar meio quilo de carne”. Oswaldo acredita que a única solução para seu país é uma guerra civil para depor o governo Maduro. “Eleições não adiantam, a oposição foi destruída”, diz ele. Ele afirma que a situação da Venezuela é pior que a de Cuba, porque além da miséria que é uma realidade em todo o país, a violência atingiu níveis absurdos.

“Agradeço ao Brasil que me acolheu muito bem, tanto assim que pretendo me naturalizar brasileiro em forma de gratidão”, conclui Oswaldo. Ele afirma que gostaria de poder, no futuro, viver nos dois países, alternando períodos no Brasil e outros na Venezuela.

Acompanhe o áudio da entrevista:

 

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