José Frizanco é condenado a mais de 30 anos de prisão

por Evandro Artuzzi em 16 de junho de 2018 0:12
por Evandro Artuzzi em 16 de junho de 2018 0:12

Familiares de Marli Frizanco acompanharam o júri carregando faixas com pedidos de justiça. Foto: Francione Pruch

Depois de dezesseis horas de julgamento, José Frizanco, 60 anos, foi condenado há uma pena de 30 anos e 8 meses de prisão em regime, inicialmente fechado. A decisão do corpo de jurados, composto por sete mulheres, foi por 28 anos pelo crime de homicídio triplamente qualificado e dois anos e oito meses por ocultação de cadáver.

Frizanco era acusado pelo desaparecimento da esposa, a costureira Marli da Silva Frizanco, A mulher desapareceu no dia 29 de junho de 2016. O júri, presidido pela juíza Janaina Monique Zanelatto Albino ocorreu dentro da normalidade, apesar da presença de familiares do réu e da desaparecida. José Frizando estava preso desde novembro de 2016, mesmo ano em que a mulher desapareceu.

A promotora Silvia Skaetta Nunes comemorou o resultado do júri. “Desde o início desse caso fui eu que acompanhei o inquérito, eu que ofereci a denúncia, então como a juíza disse esse júri foi muito importante pra mim, me empenhei muito e certeza absoluta que fomos contemplados com a votação das juradas, de acordo com toda acusação que o Ministério Público colocou, tivemos a procedência da acuação na íntegra e a sentença da juíza ao ser publicada aqui em plenário declarando toda fundamentação da quantidade da pena que foi suficiente para comprovação dos atos praticados sim”.

A condenação também foi motivo de alívio para as filhas do casal. Edilaine Frizanco comentou em entrevista à Onda Sul FM que a justiça foi feita. “Sei que minha mãe não vai mais voltar, mas eu não queria que depois de tudo o que ele fez, ele ficasse solto e como ele falava que matar não é crime, é crime sim, graças a Deus existe justiça”, comentou.

O advogado Eduardo Ries, que atuou na defesa, não quis se manifestar, mas garantiu que vai recorrer da decisão, a pedido do condenado. Tão logo foi concluído o julgamento, José Frizanco foi levado para a Penitenciária Estadual, onde já estava recolhido aguardando o julgamento.

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