Iniciada audiência de acusados de matar mulher grávida em Palmas/PR

por Ivan Cezar Fochzato em 13 de novembro de 2017 14:50
por Ivan Cezar Fochzato em 13 de novembro de 2017 14:50

A Vara Criminal da Comarca de Palmas, sul do Paraná, iniciou na tarde desta segunda-feira, 13, na sala do Tribunal do Juri, a  Audiência de Instrução referente à ação penal contra o casal acusado pela morte de Ana Carolina Prestes da Silva, 24, ocorrida em agosto deste ano. A fase de audiências pode não ser concluída hoje.

Antes do casal, acompanhados de seus advogados, serão ouvidas doze testemunhas(defesa e acusação);  o delegado do caso e representante do Ministério Público. O procedimento está sendo conduzido pela Juiza, Tatiane Bueno Gomes.

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Foto: Alencar Pereira

Conforme o Código de Processo Penal(CPP), na audiência são tomadas declarações, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o(s) acusado(s).

Com registro de desaparecimento em 15 de Julho, o corpo de Ana Carolina foi localizado em adiantado estado de decomposição nas proximidades da Vila Rural, entre Palmas e Coronel Domingos Soares, no noite do dia 04 de agosto, pela própria polícia.

O amante de Ana Carolina e a esposa dele, suspeitos pela morte, foram detidos preventivamente no dia seguinte. Conforme a polícia, a mulher, que estava grávida de três meses, foi morta por estrangulamento, provavelmente no mesmo dia em que desapareceu. O suspeito queria que a vítima cometesse um aborto, mas ela se negava a interromper a gravidez.

O corpo de Ana Carolina Prestas da Silva foi liberado para sepultamento nesta terça-feira(07), mais de 90 dias após a localização dos restos mortais às margens da estrada para Coronel Domingos Soares, nas proximidades das Vilas  Rurais de Palmas, sul do Paraná.

O sepultamento ocorreu na última quinta-feira(09), 93 dias após a localização. Desde então, encontrava-se no IML de Pato Branco aguardando resultado de exame de DNA, confirmando a identidade, não possível de imediata pelo adiantado estado de decomposição. Por via judicial é que ocorreu o sepultamento.

 

 

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