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História e Cultura do Contestado perdem Vicente Telles

por Guilherme Zimermann em 28 de dezembro de 2017 13:19
por Guilherme Zimermann em 28 de dezembro de 2017 13:19
Vicente Telles em 2011, durante entrevista à Rádio Club de Palmas (Arquivo/RBJ)

Vicente Telles em 2011, durante entrevista à Rádio Club de Palmas (Arquivo/RBJ)

Morreu nesta quinta-feira (28) em Concórdia, no Oeste de Santa Catarina, o historiador Vicente Telles, um dos pioneiros na pesquisa sobre a Guerra do Contestado. Aos 86 anos, Telles estava internado no Hospital São Francisco, onde passou por uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino. Após o procedimento, teve complicações e não resistiu.

Nascido em 5 de outubro de 1931, em Palmas, Sul do Paraná, no distrito do Retiro, (hoje município de Coronel Domingos Soares), Vicente foi residir em Irani, com três ou quatro anos de idade. Lá permaneceu até meados de 1950, quando foi servir o Exército, seguindo a carreira militar até 1975. Retornou ao Oeste catarinense em 1977 para cuidar de sua mãe, Isabel Olímpia da Silva, que morreu em 1979. Seu pai, Heleodoro Telles da Rocha, falecera anos antes. Em seu retorno, iniciou os estudos em torno do episódio.

Foto: Blog Fragmentos do Tempo

Foto: Blog Fragmentos do Tempo

A prefeitura de Irani decretou luto oficial por sete dias. O velório será realizado na Câmara de Vereadores de Irani. O corpo também será levado para a casa do historiador, onde estão programadas homenagens.

Telles foi responsável pela criação do primeiro museu para incentivar a preservação da história da guerra, em Irani. Também incentivou a manutenção do Cemitério do Contestado, onde estão sepultados combatentes e pessoas influentes da época. Foi responsável pela criação de peças teatrais, músicas e versos sobre o conflito e a vida dos caboclos que lutaram na batalha.

VicenteTelles

Em 2011, Vicente Telles participou do IV Fórum de Cultura de Palmas, onde abordou os envolvimentos históricos, políticos, sociais e culturais da Guerra do Contestado.

No player abaixo, você pode acompanhar a entrevista concedida pelo historiador ao programa Dinâmica 1050, da Rádio Club, onde ele inicia analisando os motivos que fazem Palmas, apesar de sua participação no conflito, não dar a devida importância ao episódio, que até hoje se reflete, principalmente no âmbito social da região. Ouça:

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