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Governo propõe nova diretriz para as negociações de Baixo Iguaçu

por Redação RBJ em 28 de julho de 2016 8:58
por Redação RBJ em 28 de julho de 2016 8:58

Diante de vários impasses criados pelas partes envolvidas, o Governo do Estado propôs um recadastramento de todos os proprietários de áreas que serão atingidas pela construção da usina Baixo Iguaçu, no Sudoeste do Paraná. O propósito é levantar se as famílias afetadas querem ser indenizadas, e continuar na terra remanescente; se gostariam de receber indenização total, e deixar o local onde vivem atualmente; ou se preferem trocar a área atual por um novo reassentamento.

“Esse levantamento é fundamental para sabermos o desejo das famílias atingidas. Sem ele não chegaremos a um entendimento. São as famílias que devem dizer qual o real interesse delas. A partir disso, será possível buscar as soluções para cada caso”, destacou o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, durante reunião nesta quarta-feira (27/07), em Curitiba, com integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e executivos da Neoenergia, empresa responsável pela obra da hidrelétrica.

Rossoni determinou a criação de um grupo de trabalho formado por funcionários da Copel, que vai representar o governo no processo, da Neoenergia e dos proprietários de terras atingidas pela construção da usina para a elaboração de um termo de compromisso que balize as negociações. “É preciso realizar este trabalho no menor prazo possível, com a colaboração de todos. De nossa parte não falta boa vontade para solucionar os impasses e tranquilizar as famílias atingidas”, disse.

O chefe da Casa Civil também exigiu que a empresa que realiza a obra apresente, com a máxima urgência, novas opções de áreas de terras agricultáveis para reassentamento de produtores que desejem deixar suas propriedades. “Propusemos três vertentes de trabalho para avançar numa negociação que atenda a todos e que deve ser baseada em dados concretos. Sem isso, não vamos chegar a um bom termo”, afirmou Rossoni.

Segundo o chefe da Casa Civil, é preciso vencer as dificuldades criadas pela quebra de confiança entre as partes envolvidas na questão de Baixo Iguaçu. “Todos estão saindo deste encontro com tarefas bem claras. É hora de cada um trazer as soluções. Nós não queremos ficar marcando reuniões para discutir problemas. Já passou da hora de resolver esta situação”, resumiu Rossoni ao cobrar responsabilidade tanto dos representantes das famílias atingidas quanto do consórcio responsável pela hidrelétrica.

 Construção da usina – A usina Baixo Iguaçu, com potência de 350 megawatts, deve ser o último empreendimento energético no rio Iguaçu, principal rio paranaense. O investimento é privado e alcança cerca de R$ 1,6 bilhão.

A nova usina ficará cerca de 30 quilômetros à jusante (rio abaixo) da Usina Governador José Richa (Salto Caxias) e terá três unidades. A casa de força ficará no município de Capanema, na margem esquerda do rio e a barragem também atinge o território de Capitão Leônidas Marques.

O reservatório da hidrelétrica terá apenas 31,63 quilômetros quadrados de superfície, considerado bastante pequeno em comparação com outras usinas do mesmo porte. Se descontar a calha do rio, a área efetivamente alagada (e a ser indenizada) é de 13,5 quilômetros quadrados.

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