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Geada não queimou macieiras precoces em Palmas

por Ivan Cezar Fochzato em 31 de agosto de 2018 10:17
por Ivan Cezar Fochzato em 31 de agosto de 2018 10:17

As fortes geadas dos últimos dias 26 e 27 de agosto, aparentemente, não prejudicaram as lavouras de  maçãs em Palmas, sul do Paraná. A constatação é da equipe técnica e produtores da Cooperativa dos Campos de Palmas(Cocampal)  que visitaram pomares nesta sexta-feira(31). A preocupação é com as variedades precoces que estão entre a fase de floração, prestes a frutificação.

Conforme presidente das Cooperativa e Diretor Técnico da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã(ABPM), Ivanir Dalanhol,  ainda não dá pra avaliar com precisão se haverá algum reflexo na produção. “O que constatamos é que as plantas estão carregadas de flor e isso significa que há muito fruta que não vai cair. Aparentemente escapamos dessa”, avaliou.

As variedades precoces começam a ser colhidas entre o final de dezembro e início de janeiro. No município são produzidas, em média, mil toneladas, principalmente da cultivar Eva.  As demais, como Gala e Fuji, que produzem juntas mais de 11 mil toneladas, iniciam ciclo mais tarde, com as colheitas entre meados de janeiro e  final de abril.

As madrugadas/manhãs de domingo e segunda-feira(27) foram de mínima  negativas tanto no perímetro urbano, quando na região de maior altitude, nos Campos de Palmas. Na aferição na Estação do Iapar, próximo do perímetro urbano,os equipamentos  mediram -1.8°C em abrigo e -5.6°, na superfície de solo, no dia 26. Na leitura seguinte- 1.6 e – 6.8°C.

Nos Campos de Palmas, acima dos 1.200 metros de altitude,  onde estão a maioria dos pomares de maçãs do município, as mínimas foram ainda menores.  O domingo amanheceu com com -4.3 e -7.8(relva) e a segunda-feira -3.2 e -3.9°C.

NOVA ONDA DE FRIO

Para os próximos dias existe a possibilidade de entrada de uma nova frente fria à região, porém com menos força, sem a previsão de geada.

Em 2017, o excesso de chuva e frio intenso fora de época, ocasionaram perdas aos produtores palmenses. A queima das plantas pelas geadas fortes, reduziram a quantidade e  tamanho dos frutos,  impactando em cerca de 30% o volume de safra, que fechou em aproximadamente 11 mil toneladas.

A expectativa dos produtores é recuperar a produtividade, pois o ciclo de desenvolvimento das plantas vem ocorrendo de forma normal pela quantidade  de frio acumulado. A expectativa é alcançar uma produção total entre 13 e 14 mil toneladas na próxima safra.

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