Fisioterapeuta avisa: “a principal forma de gerenciamento de estresse é a organização”

por Everton Leite em 10 de outubro de 2018 10:26
por Everton Leite em 10 de outubro de 2018 10:26
Esta matéria utiliza fontes de: Assessoria

O Café Acefb desta terça-feira, 9, foi conduzido pelo Núcleo de Terapeutas Integrativos e Complementares (Nuteic), ligado à Associação Empresarial de Francisco Beltrão. E um dos assuntos mais comentados pelas pessoas no mundo contemporâneo, o estresse foi debatido no encontro. A apresentação foi da fisioterapeuta especializada em microfisioterapia, Andressa Zamberlan Dinon. Para ela, existe um conceito generalizado de estresse. “Nada mais é que uma resposta hormonal do nosso organismo, independentemente da nossa consciência. É uma resposta automática, a gente não consegue controlar, seja negativo ou positivo. Sem o estresse nós não sobreviveríamos porque ele é a nossa principal defesa às reações de perigo eminente. Não importa se eu sou o “rei da floresta”, se eu precisar fugir, é o estresse que vai coordenar o meu corpo naquele momento”, explica.

Andressa classifica o estresse como bom e ruim. “O do bem é aquele estado de euforia ou ânimo que gera entusiasmo, que impulsiona para a realização dos objetivos. E tem o distresse, que é o estresse prejudicial. Quando em excesso, gera ansiedade e causa repercussões físicas como a insônia, dores musculares, cansaço”.

“Às vezes a pessoa vai a um cardiologista, faz vários exames de coração, mas continua apresentando dores no peito, angústia. Existe uma fisiologia por trás disso. Nosso sistema nervoso tem o acelerador e o freio, quando estou no perigo eminente, o meu corpo tem que reagir como um animal, independente da consciência, o meu cérebro vai mandar com que o meu sistema nervoso autônomo desvie a minha corrente sanguínea para os músculos. Antes de eu pensar o meu corpo tem que agir e meus músculos vão me preparar pra fugir, lutar ou até mesmo para me fingir de morto. Depois do estresse a pessoa pode ficar desorientada pela falta de oxigênio no cérebro. Por isso que muitas pessoas reclamam de dores musculares”, analisa a profissional.

Terapia aliada da medicina

A especialista explicou ainda que o Nuteic trabalha com algumas terapias complementares que podem ajudar as pessoas na diminuição das angústias do dia a dia – pessoais e profissionais. “Existe um conjunto de técnicas corporais não invasivas que podem incluir práticas físicas e de relaxamento, voltadas à promoção da saúde. Aliados à medicina tradicional, leva em conta uma análise individualizada dos pacientes, atuando de forma preventiva ou curativa. Nos Estados Unidos, segundo o Centro Nacional de Terapia Complementar, 4 em cada 10 pessoas utilizam alguma técnica complementar para sintomas como estresse, cansaço e dor”, destaca Andressa. E no Brasil, segundo ela, o SUS incluiu em março de 2018, 29 práticas [10 novas] integrativas à sua lista de procedimentos, entre eles acupuntura, arteterapia, biodança, homeopatia, osteopatia, fitoterapia, yoga, meditação, musicoterapia, entre outras”.

Formas de gerenciar o estresse

Com dicas simples, Andressa destacou as formas de gerenciar o estresse diário. “Eu preciso entender o que está acontecendo comigo, se eu não tomar uma atitude proativa na minha vida eu não vou mudar. Se eu prever as situações com antecedência, eu posso mudar uma situação difícil. A primeira coisa que a gente tem que pensar é a conscientização”.

Para Andressa, a principal forma de gerenciamento de estresse é a organização. “Se eu tenho muita coisa pra fazer eu tenho que me organizar. Pode até parecer clichê, mas entre as formas de gerenciamento nós temos que citar a alimentação saudável, a prática de atividades físicas, incluir o lazer e o cultivo do afeto”, observa.

No encerramento da reunião, Vanessa Verdi, integrante do Nuteic, aplicou uma técnica de relaxamento através de um exercício respiratório nos participantes da reunião. Primeiro eles passaram um óleo nas palmas das mãos. Sentados, eles juntaram os pés e a ponta dos dedos das mãos na altura do coração, pressionando os dedos, inspirando o ar pelo nariz e soltando em oito tempos pela boca.   Uma música de fundo colaborou no relaxamento. “O exercício ajuda nosso cérebro a controlar o estresse”, disse Vanessa.

Por fim, Luiz Carlos de Oliveira Mendes, o Sarará, conhecido na região e em várias cidades do Brasil por suas participações em corridas de atletismo, contou histórias e deu dicas para se ter uma vida mais saudável.  “Não adianta fazer atividade física se não se alimentar adequadamente. Pra correr eu não consigo me alimentar antes. Depois que eu tomo banho que eu consigo comer. A minha alimentação é pão, banana, arroz, feijão e saladas. As pessoas me pedem porque eu me privar de alguns alimentos, mas o próprio organismo nos cobra”, orienta o corredor aposentado.

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