Fim da safra da maçã: preço baixo e produção menor

por Ivan Cezar Fochzato em 9 de Maio de 2018 9:46
por Ivan Cezar Fochzato em 9 de Maio de 2018 9:46

A colheita da maçã da safra 2017/2018 já está encerrada nos pomares de Palmas, sul do Paraná. A última cultivar retirada das plantações foi a Fuji. Mesmo com o fim do ciclo,  a comercialização permanece com preços insatisfatórios aos produtores. O volume deverá ficar entre 7 e 10% menor que na safra anterior , que foi de 14 mil toneladas.

A geada fora de época, a irregularidade da chuva no período de desenvolvimento e a alternância de produção(um ano os pomares produzem mais e no outro menos), influenciou na redução do tamanho/peso nos 400 hectares de pomares comerciais no município(Eva, Gala e Fuji).

Não bastasse a quebra na produção, os produtores recebem baixo preço  pelo produto, que sofre interferência dos modelos de comercialização centralizados. Além disso, há  diminuição  do consumo pela pulação que perdeu poder de compra pela crise econômica. O mesmo quadro afeta todos os municípios produtores no sul do país.

Na Serra catarinense, produtores realizaram nesta semana um protesto em São Joaquim para reivindicar melhor  preço médio. As primeiras ofertas pelas empresas última semana foi de R$ 0,67 pelo quilo. O valor, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Estado (Epagri), não cobre o custo na propriedade, que é de pelo menos R$ 0,80.

EMPREGO

O fim do período de colheita da maçã influenciará no resultado do emprego/desemprego em Palmas. A atividade da pomicultura(colheita, classificação e embalagem) oferta, em média, 700 vagas.

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