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Estudantes do curso de Engenharia Ambiental fazem projeto para recuperação de área degradada na trincheira

por Francione Pruch em 4 de dezembro de 2017 15:02
por Francione Pruch em 4 de dezembro de 2017 15:02

Foto: Assessoria

Foto: Assessoria

Alunos do curso de Engenharia Ambiental da UTFPR de Francisco Beltrão estão desenvolvendo um projeto para recuperar uma área degradada na trincheira que dá acesso à universidade. O trabalho que iniciou neste semestre terá continuidade nos próximos anos. O objetivo é restaurar a Área de Preservação Permanente (APP) que fica às margens do Rio Marrecas.

Os alunos do oitavo período do curso realizaram análise físico-química no solo da área e constataram que o mesmo está compactado e com baixa fertilidade, o que dificulta o desenvolvimento das plantas. O solo apresenta estas características já que, anteriormente à construção da trincheira, servia de estrada e recebia o descarte indevido de resíduos da população. A professora responsável pelo projeto, Denise Andréia Szymczak, esclarece que a Prefeitura Municipal já havia trabalhado a questão da recuperação da área, que é prevista por lei. “Infelizmente, por fatores diversos as mudas não se desenvolveram, então solicitamos a Secretaria de Meio Ambiente que nos cedesse a área para a realização de aulas práticas e recuperação da área”, afirmou.

Outras etapas do projeto como o levantamento da área com o uso de GPS, mapeamento de uso e ocupação e combate a espécies exóticas invasoras, como a braquiária que dificultam a recuperação, foram realizadas. O último trabalho foi a preparação do solo, em uma parceria com a Prefeitura Municipal, e o plantio de mudas cedidas pelo viveiro municipal.

A aluna Joice Gnoatto Casanova conta que chamou atenção o comprometimento dos alunos para melhorar a área. “O trabalho tem contribuído muito para formação enquanto engenheira ambiental, uma vez que colocamos em prática tudo aquilo que vimos em sala de aula, certamente o conhecimento mais aprofundados das espécies é um diferencial pra um bom projeto de recuperação de áreas degradas”, salientou.

A professora Denise ressaltou que outras disciplinas poderão utilizar a área para difundir conhecimentos “é um laboratório a céu aberto” finalizou.

 

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