Diocese conta com mais de trinta pastorais

por Ivan Cezar Fochzato em 23 de novembro de 2018 9:17
por Ivan Cezar Fochzato em 23 de novembro de 2018 9:17

Mais de 30 pastorais estão desenvolvendo suas ações na Diocese de Palmas-Francisco Beltrão. Para Dom Edgar Xavier Ertl, o trabalho brilha e resplandece em cursos, palestras e formação na Casa de Formação Divino Mestre, nas Paróquias e comunidades.

O papel dos leigos foi destacado ao referir-se ao encerramento do Ano Nacional do Laicato no Domingo, 25 de Novembro.  Na reflexão, Dom Edgar enfatiza que os leigos são luzes que clareiam as sombras da Igreja e da sociedade, e os caminhos do mundo.

O Ano do Laicato iniciou em 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, com o tema:  “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14.  Foi instituído para celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

Cristãos leigos e leigas a serviço do Reino de Deus!

 Neste domingo, 25 de novembro/18, concluímos com a solenidade de Cristo, Rei do Universo, o ano litúrgico e, concomitantemente o Ano Nacional do Laicato, iniciado na Festa de Cristo Rei, de 2017, em todo o Brasil. A Igreja do Brasil vivenciou profundamente e celebrou em diversas dimensões o Ano Nacional do Laicato e, como Igreja Povo de Deus, o ano nos proporcionou reconhecer a grandeza do ministério laical em nossas comunidades e realidades. O leigo é sujeito eclesial, chamado a “ser sal da terra e luz do mundo, na Igreja e na sociedade” (cf. Mt 5,13-14).

São muitos os rostos do laicato na Diocese de Palmas – Francisco Beltrão: catequistas, agentes de pastorais e são mais de 30 pastorais presentes nesta Igreja Local, lideranças, membros dos movimentos e serviços, mulheres e homens consagrados às inúmeras atividades apostólicas, mães de famílias, sobretudo na Pastoral da Igreja, pessoas nas diversas profissões, como na educação, na saúde, no comércio, na indústria, nos poderes públicos e no exercício do poder político. O rosto do laicato na Diocese transparece e brilha em dezenas de cursos, palestras e formação que nossa Igreja proporciona todo os anos, na Casa de Formação Divino Mestre, nas Paróquias e comunidades.

Os leigos através de seu ministério e testemunho de vida, entregues por causas nobres a serviço do Reino de Deus, inaugurado por Jesus Cristo, o Rei do Universo, são luzes que clareiam as sombras da Igreja e da sociedade, e os caminhos do mundo. Aqui recordo sete momentos onde os leigos são “sal da terra e luz do mundo”, servidores do Reino que não terá fim:

  1. “Os cristãos leigos e leigas são verdadeiros sujeitos eclesiais e protagonistas na construção de uma nova sociedade”. E se são sujeitos e protagonistas o são porque deixaram-se conduzir pelos Sacramentos do Batismo e da Crisma, identificando-se com Cristo, Sacerdote, Profeta e Rei.
  2. “Os cristãos leigos e leigas são corresponsáveis na renovação pastoral”. A renovação pastoral acontece através do laicato porque eles se deixam conduzir pelo Espírito Santo, que anima e consola a caminhada de fé.
  3. “Os cristãos leigos e leigas se santificam no altar do seu trabalho cotidiano e assumem o compromisso sociopolítico transformador, que nasce do amor apaixonado por Cristo Jesus”. Os compromissos do laicato no cotidiano de suas vidas acontecem pelo testemunho do Evangelho e sua vivência na radicalidade de maneira consciente.
  4. “Os cristãos leigos e leigas são chamados a ser o coração de Cristo no mundo. Sua cidadania brota da missão da Igreja inspirada no núcleo do Evangelho”. O laicato encontra na Palavra de Deus, na oração e reflexão, a luz necessária para responder os constantes e permanentes chamados do Senhor e diversas circunstancias e urgências.
  5. “Os cristãos leigos e leigas são ungidos com um instinto da fé – sensus fidei – interpretando os sinais dos tempos hodiernos, doando suas vidas pela fé a serviço do Reino para que mais pessoas tenham vida e vida plena, vida querida por Deus, autor da vida.
  6. “Os cristãos leigos e leigas exercem a diversidade ministerial – ministérios reconhecidos, confiados e instituídos”. O exercício ministerial do laicato, em nossa Diocese e na Igreja do Brasil, é exercido em comunhão com o Papa Francisco, com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e com Diocese, o que entende-se por comunhão ou “corpo eclesial”.
  7. “Os cristãos leigos e leigas expressam ‘ser Igreja’ e o ‘ser cidadão’ na comunidade eclesial e na família, nas opções éticas e morais, no testemunho de vida profissional, na sociedade política e civil, em todos os ambientes…”. Isto é o que definimos como ser protagonista na igreja e no mundo. A identidade laical, fonte no batismo, é vocação, é identificação com Jesus Cristo e sua missão de anunciar a boa nova em tantos areópagos modernos, quer na Igreja e quer na Sociedade.

Dom Edgar Ertl

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