Dia da Tia, os filhos do coração

por Juliana Raddi em 21 de setembro de 2018 11:12
por Juliana Raddi em 21 de setembro de 2018 11:12

No 21 de Setembro é comemorado o “Dia da Tia”. Uma figura fundamental para o crescimento da criança. Engana-se quem pensa que o papel da tia se limita às partes boas da criação, ela também é responsável por zelar, proteger e educar. Nesse contexto muitas tias vão além, participam como podem de cada momento, cada novo passo dos pequenos. Para as tias que tem a distância como impecílio para o convívio, as tecnologias dão uma forcinha e a saudade em partes é amenizada.

Duas Tias beltronenses dividem depoimentos emocionantes de como é exercer esse papel. São elas, a Engenheira Agrônoma Bárbara Cella Leite e a analista de RH e Blogueira Flaviana Tubin, porém nesta data iremos apresentá-las como as tias de Luiza e Joaquim, respectivamente.

Ser Tia da Luiza

A pequena Luiza é filha de Tangriane Cella e Silvério Simon, atualmente reside em Guarapuava/PR. Aos 7 anos, a pequena esbanja carisma e alegria, não é à toa que a “Tia da Luiza” discorre emocionada o seguinte depoimento:

(Foto: Arquivo Pessoal)

Ser Tia da Luiza: “Mais importante do que a responsabilidade de ser tia é o privilégio de amá-la como minha filha. Essa missão é transformadora, um amor que nasceu há quase oito anos, eu não imaginava o que era de fato ser tia. Todo mundo diz que tia só leva a parte boa e em partes, eu tenho que concordar. Ser tia te faz pensar como é ser mãe, só que sem tanta pressão e responsabilidade. Ser tia é achar graça, deixar ela comer derrubando tudo ou então pintar se sujando inteira, só para rir e lembrar o quanto é bom ser criança, recebendo em troca aquele sorriso de orelha a orelha.

Luiza foi Aia de Bárbara em 2016 (Foto: Arquivo pessoal)

Sem dúvidas ser tia mudou a minha vida, esses pequenos, não fazem ideia de como nos fazem maiores, mais humanos e mais simples. A Luiza é uma menina encantadora, esperta e como a própria mãe dela diz: ‘uma mini Bárbara’’, com o meu gênio é autentica, criativa, decidida e independente, uma menina de LUZ. Me preocupo com tanta coisa quando o que ela quer é apenas um filme do gosto dela, uma pizza e um refrigerante, esse é seu programa favorito com a ‘tia Bá’ e o ‘Tio Eve’.

A saudade dela é diária e as vezes dolorosa, os 217km que nos distanciam são os mais longos da minha vida. O tempo voa e em menos de 15 dias ela: já cresceu alguns centímetros, aprendeu a falar uma nova língua, mudou o visual, não gosta das mesmas coisas, tem novas ideias, busca novos sonhos… mas de uma coisa tenho certeza, ela não muda a sua doçura e alegria. É o meu coração fora do peito. Sem dúvida daria a minha vida por ela. Ser tia é amar sem limites.”

Ser Tia do Joaquim

O pequeno Joaquim de 3 anos é filho de Queila Tubin Molina e André Molina. A família reside em Francisco Beltrão, o que permite o convívio diário. A tia do Joaquim não esconde o orgulho de seu pequeno em um depoimento encantador.

Momento de cumplicidade, festa de 3 anos do Joaquim. (Foto: Lina Borges)

Ser Tia do Joaquim: “Ouvia das pessoas que ser tia é uma das melhores coisas do mundo. Hoje confesso nunca me imaginei nesse papel, até minha irmã Queila engravidou e fui promovida ao posto de TIA do Joaquim. Após o nascimento do Joaquim eu só tenho a concordar, pois minha vida mudou completamente, passei a dar mais importância e valor a coisas, gestos e momentos, a querer dar sempre o meu melhor, ser tia é a eterna tentativa de ser absolutamente tudo para alguém.

Ser tia, foi ganhar o maior presente da minha irmã, a missão a mim destinada foi muito simples: só ter que amar aquela pessoinha mais e mais todos os dias. Confesso que nunca levei muito jeito com crianças.  Até que chegou o momento de pegar o Joaquim no colo, de o segurar nos nossos braços e perceber que tinha e tenho o mundo nas minhas mãos e braços.

Queila, Joaquim e Flaviana, alegria contagiante. (Foto: Lina Borges)

Ser tia é voltar a imaginar, acreditar, e sonhar, é estragar com mimos e cuidados, é perder definitivamente todas as armas e armaduras quando se ouve: Eu ti Amo! Ser tia é perceber que o tempo passa rápido demais e que não podemos controlar. Ser tia é aprender a lidar com o carinho que o Joaquim me oferece, mesmo quando alguém o negou ou o mundo me exigiu demais. O amor de uma criança nos faz sentir que o mundo e as pessoas precisam de carinho, coração e aconchego. Ser tia é ter essa grande capacidade de amar, de uma maneira muito próximo como as mães, guardar segredos como de irmãs, dar amizade e carinho como uma amiga, e amar esses pequenos seres como se fossem nossos.

Ser tia é algo maravilhoso, decididamente apaixonante e fascinante. Eu amo ser tia do Joaquim. A mim, foi concedido o privilégio de ser Tia e Madrinha, tenho amor em duplicidade por esse menino que tem nome um significado majestoso: ‘morada de Deus'”.

 

 

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