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Comissão vistoria áreas que podem realocar atingidos pela usina Baixo Iguaçu

por Redação RBJ em 23 de julho de 2016 10:59
por Redação RBJ em 23 de julho de 2016 10:59

Vista aérea da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu. Foto: Divulgação Casa Civil

Vista aérea da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu. Foto: Divulgação Casa Civil

O chefe da Casa Civil Valdir Rossoni e o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, vistoriaram nesta sexta-feira (22) áreas que poderão ser usadas para realocar agricultores atingidos pela construção da Usina Baixo Iguaçu. A hidrelétrica está localizada no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques.

Os representantes do Governo do Estado atuam como mediadores das negociações entre os agricultores que terão propriedades atingidas pela usina e a empresa Neoenergia, que faz a obra e é responsável pelas indenizações ou reassentamento das pessoas afetadas pelo projeto. “Nossa tarefa é de intermediação. Vamos tentar encontrar a melhor solução para os impasses”, disse Rossoni.

Segundo ele, várias reuniões já aconteceram em Curitiba para tratar de indenizações, mas a decisão de vistoriar áreas disponíveis para assentar os agricultores afetados contribui para uma avaliação mais fiel das situações expostas pelos dois lados que estão negociando.

Vida melhor –  O chefe da Casa Civil ressaltou que o Ministério Público do Paraná também participa da mediação. “Não queremos injustiças. Nosso propósito é que as famílias reassentadas tenham uma condição de vida muito melhor que têm hoje”, explicou Valdir Rossoni, que convidou a juíza de Capanema, Roseana Assumpção, a acompanhar todo o processo.

De acordo com Rossoni, a determinação do governador Beto Richa é para que a haja garantia de que as pessoas que serão realocadas tenham um atendimento condizente com as condições de vida que têm hoje. “O governador quer que haja atenção da empresa e que as medidas adotadas causem o menor sacrifício possível”, explicou.

Fazenda Dal BeM é uma das áreas que podem ser utilizadas para realocar as famílias atingidas pela construção da usina. Foto: Divulgação Casa Civil

Fazenda Dal BeM é uma das áreas que podem ser utilizadas para realocar as famílias atingidas pela construção da usina. Foto: Divulgação Casa Civil

Além de integrantes do governo estadual, as vistorias nos municípios de Capitão Leônidas Marques, Manfrinópolis e Salgado Filho também foram acompanhadas por dirigentes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), prefeitos, lideranças da região e profissionais a serviço da Neoenergia.

Rossoni também conheceu o reassentamento São Francisco, em Cascavel, criado pela Copel para abrigar famílias atingidas pela construção da hidrelétrica Governador José Richa (Salto Caxias).

A área de 3,7 mil alqueires, que é considerada um modelo de realocação, foi dividida em terrenos de 7 a 23 alqueires. Os moradores receberam, além da terra, uma casa com luz, água e barracão. A localidade também conta com escola e posto de saúde.

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