Com anúncios do Governo sobre a Copel, região aguarda solução para quedas de energia

por Guilherme Zimermann em 18 de Janeiro de 2019 9:51
por Guilherme Zimermann em 18 de Janeiro de 2019 9:51

Na última quarta-feira (16), durante cerimônia de posse da nova presidência da Copel (Companhia Paranaense de Energia), o governador Carlos Massa Ratinho Junior, afirmou que o objetivo do Governo é modernizar a companhia, visando o aumento da eficiência e redução de custos da empresa.

Para o governador, a Copel é estratégica para o desenvolvimento econômico e social do Paraná e, por isso, focará seus investimentos futuros dentro do Estado. “Por muito tempo os investimentos foram feitos fora do Paraná. Agora isso vai mudar, pois precisamos cuidar da nossa casa. A Copel é dos paranaenses e assim continuará sendo”, disse.

A afirmação do governador pode trazer novas perspectivas, sobretudo no tocante à geração de energia eólica na região de Palmas, no Sul do Paraná, uma vez que até então, a Copel centralizou seus investimentos na geração de energia através dos ventos no Rio Grande do Norte. A companhia é proprietária de cinco complexos eólicos naquele Estado.

No ano de 2015, em entrevista ao RBJ, o então presidente da Copel Renováveis S/A, Ricardo Goldani Dosso, apontava que as condições climáticas e a intensidade dos ventos no Rio Grande do Norte, tornavam os investimentos mais viáveis naquela região. Salientava, na época, que o Sul do Brasil também poderia integrar a planilha de investimentos da companhia, que estudava a possibilidade de buscar energia no Rio Grande do Sul, que também se destaca no setor eólico. Porém, em Palmas, não havia nada concreto, apenas estudos.

Por outro lado, apesar da relevância dos investimentos em geração, a região de Palmas tem urgência na melhoria dos serviços de distribuição de energia e manutenção da rede. Várias localidades do interior de municípios como General Carneiro e Coronel Domingos Soaares sofrem com as quedas de energia constantes e demora no restabelecimento da energia.

Em outubro de 2018, lideranças políticas e empresariais do município domingossoarense foram à capital do Estado, cobrar uma solução para as frequentes interrupções no abastecimento de energia. As interrupções se estendem até por 12 horas em determinadas localidades do interior e seis horas no perímetro urbano obrigando comerciantes, produtores de leite, avicultores paralisarem atividades, acumulando prejuízos.

Em novembro de 2018, a prefeitura domingossoarense emitiu uma nota de esclarecimento, com oito pontos, onde aborda sobre os constantes cortes no fornecimento de energia elétrica pela Copel no município. Responsabilizou a empresa pela falta de uma ação efetiva e motivou a população a também se posicionar diante do grave problema.

No documento, o Poder Executivo do município esclarece que desde 2017 foram protocolados sete pedidos de explicações e para a construção de um novo sistema de abastecimento de energia à população, sem qualquer posicionamento da Copel.

No inicio deste mês, uma moradora do interior de Coronel Domingos Soares, sugeriu que a Copel faça uma “vaquinha” pela internet para arrecadar recursos para solucionar a constante falta de energia em todo o município há meses. Conforme contou na Rádio Club de Palmas, na localidade de Engenho Velho dez famílias, há pelo menos dois meses sofrem  prejuízos financeiros, pois tem que jogar carne e leite que se deterioram pela impossibilidade de refrigeração.

No último mês de dezembro, a Copel anunciou que promoverá investimentos da ordem de R$ 950 mil na rede de distribuição ao município de Coronel Domingos Soares. A Companhia informou, via Ofício,  que estão sendo realizadas inspeções para corrigir eventuais problemas em componentes e equipamentos, pontuando que os investimentos se estenderão durante este ano, com a implantação de equipamentos automatizados e ampliação de linhas de distribuição e subtransmissão.

Em General Carneiro, algumas localidades do interior chegam a ficar até cinco dias sem energia, situação que motivou a presidência da Câmara de Vereadores a encaminhar ofício à Copel, cobrando soluções para esses problemas.

De acordo com o presidente da Câmara, Ivo Henrique Gaiovicz, a problemática tem obrigado empresas do interior a operarem em dias alternados, devido à interrupção de energia, além dos prejuízos aos produtores de leite, que não conseguem armazenar a produção, e aos demais moradores que acabem perdendo alimentos e outros materiais perecíveis.

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