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Colegas de faculdade se unem para ajudar amiga a pagar tratamento de doença

por Francione Pruch em 8 de Janeiro de 2018 17:22
por Francione Pruch em 8 de Janeiro de 2018 17:22

Turma do curso de odontologia / Foto: Arquivo da turma

Turma do curso de odontologia / Foto: Arquivo da turma

Com 19 anos, Loyanny Fernandes Sposito foi diagnosticada recentemente com 10 tumores, sendo sete na cabeça e três na medula. Um é Neurofibromatose tipo 2, os outros são Neurofibromas. O tratamento de cada tumor custa em média R$ 50 mil e não é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na busca de oportunizar o tratamento, os colegas de faculdade estão vendendo rifas e promovendo na internet uma vaquinha para angariar dinheiro para Loyanny.

Natural de Cruzmaltina, cidade com pouco mais de 3.100 habitantes, localizada no norte central do Paraná. Foi em Francisco Beltrão, no sudoeste que a jovem encontrou seu lar durante o ano letivo. Ela está cursando odontologia na Unisep e foi nesse ambiente acadêmico que encontrou apoio para superar uma etapa difícil da vida.

Loyanny Fernandes Sposito / Foto: Arquivo pessoal

Loyanny Fernandes Sposito / Foto: Arquivo pessoal

Desde pequena não escuta pelo ouvido direito e não enxerga com o olho esquerdo. Aos 13 anos, manchas amareladas surgiram pelo corpo, mas na época nada foi diagnosticado. Recentemente, em Londrina ela fez mais exames, na oportunidade apenas um tumor foi localizado. Quando ela refez os exames novamente numa clínica particular, veio o susto. “A gente fez uma ressonância particular para acelerar o processo cirúrgico, então foi descoberto sete tumores. Foi um baque”, diz Loyanny.

Os colegas descobriram a doença de Loyanny por acaso. Um dia ela passou mal na faculdade. Umas das colegas de sala, Tharcyla Lachi estava junto. “Certo dia, a gente saindo da aula, estávamos descendo a escada e ela caiu por cima de mim. Vi que ela bateu a cabeça, chamei ajuda, mas quando ela acordou disse que estava tudo bem. A gente levou ela para casa, a mãe dela estava lá. Então a mãe falou da doença, quantos tumores tinha, qual era o gasto, que era tudo particular. A minha amiga e eu saímos da casa dela de coração partido”.

A partir desse momento, ao saber da gravidade da doença, os colegas não mediram esforços e começou ali, uma campanha para arrecadar dinheiro no objetivo de custear o tratamento. “A gente decidiu fazer uma vaquinha online, tentar conversar com pessoas influente para ajudar a divulgar. Fizemos várias rifas com muitos prêmios”, segundo conta o acadêmico e colega, João Vitor Alves.

A ação e colaboração proporcionaram a futura dentista forças para prosseguir o tratamento. A mãe de Loyanny, Sueli Fernandes conta que o dinheiro, não chega perto das amizades que a filha fez nos últimos anos. “É muito importante, ela ficava muito sozinha, muito triste, às vezes chorava muito. Hoje ela é feliz porque tem os amigos ao lado dela. Não é o dinheiro o importante e sim a amizade, colaboração e tudo que eles fazem por ela”.

Nesta terça-feira (08), Loyanny estará em Curitiba para retirar parte de um tumor. Enquanto Loy, carinhosamente chamada pelos colegas não retorna para região, os amigos estão aqui, rezando, torcendo por ela. “A mensagem em nome da nossa turma para Loyanny é de muito amor, carinho, que ela não está sozinha, amamos muito ela, é guerreira, e pode sempre contar com a gente”, fala Alves.

 

Colaboração

Para colaborar com o tratamento, a população pode fazer doação através do site www.vakinha.com.br/vaquinha/juntos-pela-loy. Com a proposta de conseguir R$ 50 mil, até a tarde de hoje (08) mais de R$ 16 mil foram arrecadados.

Outra opção é adquirir u número de rifa com os acadêmicos do curso de odontologia da Unisep. O sorteio de mais de 30 itens está programo para acontecer no final de fevereiro, na instituição.

 

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