Casa Abrigo acolhe mais de 30 crianças em Francisco Beltrão

por Evandro Artuzzi em 8 de junho de 2018 9:17
por Evandro Artuzzi em 8 de junho de 2018 9:17
Esta matéria utiliza fontes de: Redação com assessoria

A Casa Abrigo Anjo Gabriel, mantida pela Prefeitura de Francisco Beltrão por meio da secretaria municipal de Assistência Social, acolhe no momento 31 crianças e adolescentes com idades que variam de 8 meses a 16 anos que estavam em situação de risco em seu convívio familiar. A finalidade da casa é acolher até que seja viabilizado o retorno ao convívio com a família de origem ou, na sua impossibilidade, encaminhar para família substituta.

Na visão da Assistente Social Vanice Martins Fedrigo, o aumento do número de crianças no local se deve a dois fatores principais. Um deles é o aumento da negligência das pessoas responsáveis pelas crianças e outro é que a rede de proteção está melhor estruturada para identificar estes casos e tomar as providências necessárias.

Assistente Social Vanice Martins Fedrigo, servidora Idelma Vieira, que trabalha na casa há 22 anos, e a coordenadora Anasmi Negri. Foto de divulgação

As crianças e adolescentes permanecem no local pelo período de seis meses até dois anos. Vanice explica que o principal objetivo é a reintegração familiar. Somente quando todos os esforços forem esgotados se busca o caminho da adoção, com o devido aval judicial. Com isso, além de abrigar e proteger as crianças, é realizado trabalho com as famílias, dentro da proposta de ressocialização.

Além das visitas nas residências, os familiares também são trazidos para a casa, para que o vínculo familiar seja ampliado. Inclusive está sendo estruturado um espaço físico para que seja feito trabalho em grupo com as famílias.

Vanice explica que o principal motivo que leva as crianças até a Casa Abrigo é a falta de cuidados básicos, como alimentação, saúde e educação, além de casos de maus tratos e violência. Através de órgãos como Cras, Creas, Ministério Público, Conselho Tutelar e Vara da Infância e da Juventude, são feitos os encaminhamentos por meio de medida protetiva.

A coordenadora da casa, Anasmi Negri, relata que as crianças mantém uma rotina normal, frequentando o Cmei ou a escola, recebendo atendimento completo nos setores de saúde, educação e lazer, são levadas a igrejas, passeios, enfim, recebem atendimento como se estivessem em casa. “O diferencial é que são tratadas com respeito, dignidade e carinho pela equipe que é composta por 20 pessoas”, comenta Anasmi.

Melhorias na infraestrutura

Em 2017, por determinação do prefeito Cleber Fontana, a Casa Abrigo Anjo Gabriel recebeu diversos investimentos que proporcionaram mais comodidade para as crianças e adolescentes abrigados no local, além de oferecer condições mais adequadas de trabalho para os servidores.

A prefeitura investiu em reformas no prédio e aquisição de equipamentos para o parquinho. Também foram conquistados recursos do Governo do Estado e do Governo Federal, que possibilitaram a aquisição de um veículo novo e troca de grande parte do mobiliário.

Neste ano os investimentos continuam com reformas em um prédio localizado no mesmo terreno. O local será utilizado para suprir a necessidade de mais espaço físico e ampliar a relação com as famílias das crianças. “A administração municipal nos dá tudo que precisamos para as nossas atividades em termos de servidores, estrutura e alimentação. Com este respaldo podemos oferecer tudo que as crianças precisam”, destaca Anasmi.

Família Acolhedora

O prefeito Cleber Fontana sancionou o projeto de lei aprovado por unanimidade na Câmara criando no município o Programa Família Acolhedora. A sugestão do programa partiu vereadora Fran Schmitz. A Casa Abrigo pretende participar e apoiar o sistema proposto nesta lei, que pretende ser uma referência no acolhimento de crianças e adolescentes afastadas da família por medida de proteção.

As famílias acolhedoras serão capacitadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e receberão, em contrapartida, todas as condições para a manutenção das crianças em seus lares. O grupo de trabalho do programa será composto por membros de diversas esferas municipais, estaduais e federais, para garantir o bem-estar das crianças e adolescentes.

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