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Bomba de insulina, tecnologia muda a vida de diabéticos

por Juliana Raddi em 1 de novembro de 2018 17:12
por Juliana Raddi em 1 de novembro de 2018 17:12

(Imagem Ilustrativa)

Segundo dados do Ministério da Saúde o número de brasileiros com diabetes cresceu 61,8% em 10 anos. A doença atinge 8,9% da população brasileira, que pode contar com ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diabetes tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum ser diagnosticado em crianças, adolescentes ou adultos jovens. Já o tipo 2, acomete adultos acima de 45 anos.

Em Francisco Beltrão, há 11 anos surgiu o núcleo de diabetes, motivado pelas dúvidas constantes e questionamentos. A coordenadora do núcleo, Georgine Machado Zapello comentou a importância do grupo para a população, “é preciso aceitar quando se tem diabetes e essa é a parte mais difícil. Passamos por várias fases durante essa descoberta até que você tem consciência de que se você não se cuidar não vai ter uma qualidade de vida boa”, comenta.

As reuniões acontecem sempre na primeira terça-feira do mês, “estamos com uma estrutura um pouco diferenciada, conseguindo trazer sempre palestras para o grupo”, destaca Georgine, diagnosticada com Diabetes tipo 1 (insulino dependente) há 15 anos. “Estamos lá para nos ajudar, os encontros são mensais, mas o grupo de WhatsApp está ali o dia todo, para esclarecer dúvidas, questionamentos ou simplesmente para que a pessoa sinta que não está sozinha”.

O grupo é aberto para quem tiver interesse de conhecer melhor sobre o tema, mas principalmente os portadores de diabetes e as suas famílias. “A família é fundamental nesse momento porque eles são um grande apoio que a gente tem todos os momentos, quando a nossa glicemia sobe muito, mesmo estando medicado a gente fica muito mal, quando ela baixa muito a gente também passa muito mal”, destaca.

Bomba de insulina

(Imagem Ilustrativa)

Gerorgine destaca que a qualidade de vida é muito melhor em todos os sentidos para quem utiliza a bomba de insulina, não só da aplicação, mas é possível ter quase uma vida de não diabetes. “Esse aparelho é quase um pâncreas artificial, é uma tecnologia incrível. A bomba de insulina aplica micro doses durante o dia todo como se tivesse um pâncreas mesmo, a bomba é programada para isso, quando eu vou comer eu faço uma dose um pouco maior para aquela alimentação e o controle fica muito mais adequado. Antes de usar a bomba eu fazia de 7 a 10 aplicações por dia com uma seringa ou com uma caneta de insulina, hoje faço uma aplicação do cateter da bomba a cada 3 dias”, avalia.

Sobre a adaptação, ela comenta que ter uma bomba pendurada o tempo todo no corpo, do tamanho de um aparelho celular não é fácil. Vários são os questionamentos, mas com o passar dos dias você acaba se habituando e a questão do tamanho é o menor dos problemas. “No começo até que você consiga saber a quantidade de insulina para cada organismo é um pouquinho difícil, mas depois que tudo isso está ajustado, você praticamente não percebe mais”.

Com tecnologia Americana e por ser uma bomba importada tem um custo alto, em torno de R$ 38 mil a R$ 40 mil,  “tem um valor muito alto para se você pensar em comprar, então entrei com uma ação para o estado me fornecer essa bomba. Demora, não é simples de conseguir, são necessários muitos exames, o médico tem que prescrever que você precisa utilizar, pois tem motivos para você usar ou não”.

Convite

No dia 6 de novembro acontece em Francisco Beltrão palestra com Leliane Vazquez, especialista clínica da Medtronic, responsável pela distribuição da bomba de insulina no Brasil. O evento será às 19h15 no Auditório da Polícia Militar, em frente à Escola Municipal Bom Pastor. O tema abordado será a terapia com bomba de insulina.

Fanpage: facebook.com/nucleodiabeticosfranciscobeltrao

Confira a entrevista na íntegra:

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