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Aranha-Marrom infesta regiões do Paraná.

por Redação RBJ em 26 de dezembro de 2013 15:56
por Redação RBJ em 26 de dezembro de 2013 15:56

Nos últimos sete anos, o Estado do Paraná registrou 34.220 incidentes com aranha-marrom, o que o torna o estado brasileiro onde há o maior número de casos. Por mais que, ano após ano, as secretarias da saúde do estado e dos municípios alertem para os riscos que a picada da aranha oferece, até o dia o ultimo dia de outubro deste ano, foram 2.850 registros de picadas no Paraná em 2013. Uma pesquisa que está sendo desenvolvida na Universidade Federal do Paraná (UFPR), no entanto, busca encontrar uma forma de reduzir esses números.

O estudo do departamento de química da universidade começou a apontar, no fim do ano passado, para a possibilidade de matar a aranha-marrom utilizando compostos naturais extraídos de plantas. O trabalho ainda não está concluído e novos resultados devem ser obtidos, como a dose letal do componente que mata a aranha e a maneira com que ele deve ser aplicado.

O problema não é matar a aranha, pois isso é fácil. O trabalho pode ser feito até com água quente. O problema é evitar que ela esteja próxima. A saída, então, é a mesma para qualquer tipo de animal: o remanejo ambiental. É o caso do mosquito da dengue. Para impedir a proliferação é necessário mudar o ambiente em que ele se encontra.

Algumas dicas são: A aranha-marrom monta tocas nas frestas e cobri-las ou limpá-las é muito importante. O aspirador de pó é uma arma eficaz.

Atenção a gavetas, armários, bolsos e calçados. Como a aranha gosta de lugares secos e escuros, pode ser que ela tenha se escondido por ali.

Não se deve deixar a cama próxima à parede e deve se evitar que lençóis e cobertas toquem no chão. Dessa maneira, é mais fácil para a aranha se aproximar dos seres humanos.

A aranha-marrom não é um aracnídeo nativo do Paraná. Não há como precisar quando ela chegou, mas pesquisas indicam que sua multiplicação começou na década de 1990. Assim que esquenta, ela  ressurge. Ela fica praticamente imóvel quando a temperatura está baixa por sentir que não tem alimento. Com o calor, há mais insetos, e ela sai pra caçar.  Ela não ataca ninguém gratuitamente, apenas para a defesa.  Mesmo quando a pessoa não percebe, como quando coloca a mão no bolso ou quando está dormindo, está oferecendo risco ao animal, que naturalmente se defende.

A picada é indolor e, com o tempo, provoca queimação, vermelhidão, inchaço, dor  e coceira. Se não for tratada, pode provocar necrose, mal-estar e dores pelo corpo.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SESA), no Paraná a região com maior incidência é a região metropolitana de Curitiba, seguida de Ponta Grossa, Irati e Pato Branco. Com incidência mediana, estão pela ordem de maior incidência, as regiões de Guarapuava, União da Vitória, Francisco Beltrão, Palmas  e Cascavel.

 

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